Diju investiga caso de agressão a aluna de 15 anos em São José
Pai fez um post de desabafo nas redes sociais, que viralizou


Postagem teve mais de 450 compartilhamentos
Reprodução/Facebook
A Diju (Delegacia da Infância e Juventude) de São José dos Campos está investigando um caso de agressão a uma adolescente de 15 anos, que teria apanhado de outras três alunas da escola Benedito Matarazzo, no Jardim América. O caso ocorreu na última quarta-feira (31), na zona sul de São José dos Campos.
Segundo o delegado da Diju, Neimar Camargo Mendes, a delegacia já notificou a escola para identificação dos envolvidos na ocorrência e, assim, ficarem à disposição da Justiça. “Costuma ser um processo rápido. Nesta situação, por se tratar de menores, são aplicadas medidas sócio-educativas com os jovens”, disse o delegado.
O pai da adolescente agredida fez um post nas redes sociais em tom de desabafo que viralizou –até as 19h desta sexta-feira (2) o post já tinha recebido 1.500 curtidas, 459 compartilhamentos e 183 comentários.
Segundo o pai, a adolescente de 15 anos foi agredida por três jovens, com idades entre 13 e 17 anos, e ainda teve participação da mãe de uma das meninas.
“Isso aconteceu porque a minha filha tem amizade com um ex-namorado de uma das meninas que a agrediu. Elas formaram um grupo e, na saída da escola, pegaram ela. Minha filha sofreu ferimentos nas costas, quebraram seus óculos e está com vários hematomas pelo corpo. Mas o pior é a ferida que está na alma”, comentou o vendedor Elizeu Machado.
O pai conta que trouxe a filha de Aparecida para estudar em São José dos Campos há três anos. Ela está no 1º ano do ensino médio. Ele ainda não sabe se a filha voltará a estudar na escola. Ele aguarda resultado de um exame de corpo delito para dar andamento ao processo.
“Fiz boletim de ocorrência e irei tomar todas as medidas cabíveis. Ela chegou em casa cheia de dor. Faz dois dias que não consegue dormir. Por enquanto, até decidirmos o que fazer, ela voltou para a casa dos avós, em Aparecida”, disse.
Escola encaminhou ao Conselho Tutelar
A Secretaria Estadual de Educação disse, por meio de nota, que a direção da escola chamou os pais das envolvidas para acompanhar a situação e o caso também foi encaminhado ao Conselho Tutelar, que tomará as medidas cabíveis.
A secretaria ressaltou ainda que a unidade de ensino conta com professor mediador, que desenvolve práticas pedagógicas de prevenção a conflitos, promove atividades restaurativas e a cultura de paz no ambiente escolar.
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