Diretor da Liga Vale nega cobrança de ‘pedágio’ de alunos e professores

Vereador Valdir Alvarenga também desconhece taxas cobradas

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Daniel Melo e equipe de taekwondo joseense durante competição

Divulgação

O diretor da Liga Vale de taekwondo, Daniel Melo, negou as acusações feitas pelo professor Ariel Camargo na última quinta-feira (17), de que alunos e professores teriam que pagar quantias mensais para a instituição para serem mantidos na equipe.

De acordo com Daniel, as acusações são infundadas. “Os atletas da equipe de alto rendimento treinam de graça no Fadenp (Fundo de Apoio ao Desporto Não Profissional). Eles recebem o bolsa auxílio, que podem utilizar com gastos extras, como treinos de crossfit, uniforme e coisas do tipo. Os alunos beneficiados têm que prestar conta disso depois”, afirma.

“Professores e qualquer outro tipo de funcionário, seja de qual divisão for, pagam uma mensalidade para a academia Dragões para usufruir dela. Não é obrigatório utilizar dos serviços desta academia, só vai quem quer, mas é uma academia como qualquer outra, que cobra mensalidade”, relata Melo.

“Eu não posso comentar sobre o desligamento do professor Ariel Camargo, pois não represento o Daec (Divisão de Atividades Esportivas e Comunitárias). Quem pode responder por isso é o secretário de esportes, eu sou apenas diretor da Liga Vale”, conclui Daniel.

A Liga Vale é uma entidade apoiada pelo vereador Valdir Alvarenga, conveniada à Secretaria de Esportes e federada à Federação Paulista e Brasileira de Taekwondo. Ela é responsável por gerenciar a parte técnica do esporte na cidade.

Em entrevista ao Meon, o vereador explicou que o conselho de mestres da Liga Vale é quem define os professores que atuam na cidade, com base em avaliações técnicas. “Eu nunca indiquei nenhum professor, até porque não tenho conhecimentos técnicos para isso”, disse.

Com relação ao pagamento de “pedágio” feito pelos professores e alunos, Valdir nega conhecimento do fato. “Eu desconheço qualquer pagamento de taxa para a entidade, até porque eu sou padrinho do taekwondo na cidade, mas não tenho conhecimento do administrativo da Liga Vale”, concluiu.

O professor de taekwondo Wesley Uchoas, que está dando aulas no centro comunitário do Alto da Ponte, local onde o professor Ariel Camargo trabalhava, afirma que foi insultado duas vezes. “Desde que comecei a dar aulas no Alto da Ponte eu venho sofrendo com insultos. Já fui xingado duas vezes, de rato e de veado”, disse.

“Os alunos fazem paredão, não entram pra aula e coisas do tipo. Eu nunca faltei com o respeito com nenhum deles, apenas quero dar as aulas normalmente e ser respeitado. Com relação ao pagamento, a única coisa que pagamos é a mensalidade da academia que treinamos, para sempre estarmos em forma e aperfeiçoando nossas técnicas para dar aula”, conclui Uchoas.

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