Diretora de escola de Jacareí é suspeita de desviar R$ 37 mil da APM

A Polícia Civil de Jacareí investiga uma diretora da rede municipal de ensino suspeita de desviar uma verba de R$ 37 mil do programa Mais Educação que deveria ser investido na compra de materiais pedagógicos e no pagamento de monitores da escola Professora Luiza de Souza Pinto Vasquez, no bairro Rio Comprido.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Diretora desvia verbas de programa do governo federal em Jacareí

Reprodução/GoogleMaps

A Polícia Civil de Jacareí investiga uma diretora da rede municipal de ensino suspeita de desviar uma verba de R$ 37 mil do programa Mais Educação que deveria ser investido na compra de materiais pedagógicos e no pagamento de monitores da escola Professora Luiza de Souza Pinto Vasquez, no bairro Rio Comprido.

As suspeitas sobre o caso começaram em maio deste ano, quando a Secretaria de Educação recebeu denúncia de um monitor que estava com o salário atrasado e resolveu investigar.

“Recebemos a denúncia e fomos averiguar a situação, onde comprovamos a denúncia e a diretora foi afastada do cargo. Diante da situação, a própria pediu exoneração em junho”, comenta Renato Gil Moraes, consultor jurídico da prefeitura.

Segundo a polícia, a diretora Maria Carneiro pedia assinatura de duas mães que participavam da APM (Associação de Pais e Mestres), que assinavam os cheques em branco, sem saber para o que seria usado. Outros 11 cheques da APM, que totalizavam R$ 4.000, foram encontrados pela polícia na casa da suspeita.

“Verificamos na residência da diretora extratos que compravam os desvios bancários e R$ 4 mil em cheques. Posteriormente, a ex-servidora admitiu o desvio e que fazia uso pessoal do dinheiro”, diz o delegado da seccional de Jacareí, José Gonçalves Marques.

Segundo o delegado, a diretora conseguiu desviar R$ 37 mil da verba total de R$ 41 mil do programa do governo federal. Outras testemunhas sobre o caso vão ser ouvidas pela Polícia Civil.

Após a conclusão, o caso também será encaminhado para o MP (Ministério Público) e a diretora responderá como crime de peculato -desvio de bens públicos- e pode pegar de dois a 12 anos de prisão.

O Meon entrou em contato com a direção da escola, que não quis comentar o caso.

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