Dois médicos são presos em Ubatuba em operação da PF contra desvio de recursos para Covid-19

A Polícia investiga esquema de fraudes na prestação de serviços de saúde, em contratos que somados, superam R$ 100 milhões

Escrito por: Fernanda Niquirilo2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20), a Operação Contágio, para aprofundar a investigação sobre desvios de recursos públicos na área da saúde, nos municípios de Hortolândia, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, todos no Estado de São Paulo.

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão, e 5 mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, por ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Também foi decretado o bloqueio de valores e imóveis dos investigados, e a apreensão de veículos, incluindo carros esportivos de luxo. Os mandados foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A investigação teve origem após a CGU (Controladoria Geral da União) ter identificado uma Organização Social (OS), sem capacidade técnica, contratada por esses municípios.

Na operação, dois médicos foram presos em Ubatuba pela Polícia Federal como parte da Operação, eles estavam de passagem pela cidade. Eles são suspeitos de fazer parte de uma máfia, que de acordo com a Polícia Federal, atuava em municípios como Embu das Artes, Itapecerica da Serra e Hortolândia. As fraudes cometidas pela máfia superam os R$ 100 milhões.

Após as contratações pelos municípios, a OS subcontratava a execução dos serviços para diversas empresas associadas, algumas constituídas poucos meses antes, também sem experiência na área de saúde.

Algumas dessas subcontratadas, após os repasses de recursos pela OS, efetuaram centenas de saques em espécie que somam mais de R$ 18 milhões, realizados de maneira fracionada para burlar o controle contra lavagem de dinheiro do sistema financeiro nacional. O transporte do dinheiro era feito sob a escolta armada de um guarda civil municipal, que também era sócio de uma das empresas subcontratadas.

Os médicos foram flagrados em um condomínio em Itamambuca, mas não possuem relação com Ubatuba.

Os crimes apurados são de peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Tags:destaquemancheterotativoPublicado em: