Dois trabalhadores são detidos durante protesto em terceirizada da Petrobrás em Caraguatatuba

Contratados em regime temporário teriam sido impedidos de trabalhar

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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A PM deteve dois manifestantes que foram liberados do mesmo dia

Reprodução

Dois homens foram detidos pela Polícia Militar durante uma manifestação de trabalhadores de uma terceirizada da Petrobras em Caraguatatuba nesta segunda-feira (29). O motivo do protesto seria porque empregados contratados pela ETM Engenharia em regime temporário teriam sido impedidos de trabalhar.

Alguns sindicalistas gravaram um vídeo que mostra a ação da PM na entrada da empresa. Os policiais usaram da força para deter os dois homens que participavam do protesto que aconteceu no período da manhã desta segunda.

O vídeo mostra que um dos detidos seguia para a viatura sem oferecer resistência quando um policial tentou algema-lo ele questionou o motivo. Neste momento, outros militares o agarraram e deram-lhe uma rasteira. De cara no chão, o homem foi algemado e depois colocado na viatura.

Segundos depois, outro homem também foi detido em uma ação semelhante. Os dois foram liberados no mesmo dia.

Segundo o Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte), 11 trabalhadores contratados em regime temporário no dia 11 de julho tiveram o acesso bloqueado sem justificativa aparente. O contrato temporário seria de três meses.

Por nota, a ETM Engenharia disse que os profissionais envolvidos foram contratados sob regime de experiência e foram informados no dia 26 de julho que os contratos seriam encerrados e receberiam as verbas rescisórias.

Disse também que, mesmo ciente da rescisão, os trabalhadores teriam forçado o ingresso na unidade e que a PM “[…] foi acionada para garantir a integridade dos presentes. Lamentavelmente, após o desacato aos policiais, duas pessoas foram detidas”.

A Petrobrás afirmou por nota que “[…] a definição de número de efetivo necessário, salários e benefícios, são de responsabilidade das empresas contratadas”. Disse também que os contratos de serviço estão em conformidade com a legislação vigente.

O Meon questionou a Polícia Militar sobre o motivo das detenções e ação no local, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem às 18h37.

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