Edinho (PMDB) : ‘Gostaria muito de ter uma oportunidade no Executivo’

No entanto, vereador afirma que candidaturas são definidas pelo partido

Escrito por: Rodrigo Ribeiro4 min de leitura
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Edinho (PMDB) : ‘gostaria muito de ter uma oportunidade no Executivo’

Warley Leite/Meon

Edinho Guedes (PMDB) nasceu em Jacareí em junho de 1978. É filho de Edson Aníbal de Aquino Guedes (Didi), ex-vereador da cidade, e de Célia Regina G. S. Aquino Guedes e tem três irmãs. É advogado e professor universitário, pós-graduado em Direito Tributário pela PUC, Gestão Pública pela Escola de Governo da USP e mestre em Gestão Pública pela Unitau.

Candidatou-se pela 1ª vez para vereador em 2004, obtendo votação de 1536 votos, ficando na 1ª suplência de seu partido. Em fevereiro de 2007 assumiu uma das cadeiras do PPS na Câmara. Edinho se candidatou a vereador e foi eleito em 2008 e 2012, com 2.471 e 2.285 votos, respectivamente.

Em 2013, foi eleito para presidir a Câmara por dois anos, sendo o segundo vereador mais jovem da história do Legislativo de Jacareí a ocupar o cargo. No Fala aí! desta sexta-feira (17), você vai conhecer um pouco do trabalho de Edinho Guedes.

Você foi presidente da Casa por dois anos, como avalia seu mandato nesses primeiros meses do ano, sem estar na mesa diretora?
Sai da presidência, mas assumi três comissões permanentes (Obras, Serviços Públicos e Urbanismo; Constituição e Justiça; e de Ética), e tenho me dedicado dentro dessas comissões. Essas duas primeiras são as que mais tem demanda, porque estão ligadas à fiscalização das obras do município e ao aprimoramento das leis de fiscalização. A terceira comissão visa melhorar os projetos apresentados na Câmara, é trabalho árduo que não aparece muito. Além disso, agora, sem estar na Mesa Diretora, tenho tido mais tempo para acompanhar e fiscalizar como vereador.

Você sempre destacou que é preciso deixar claro para a população qual o real papel do vereador? Como está este cenário? As pessoas continuam procurando-os para coisas que não são de responsabilidade do vereador?
Acho que mudou bastante, regulamentamos algumas ferramentas que inibiram e coibiram esse tipo de ação e assistencialismo. Não posso responder por todos os vereadores, mas no meu mandato não recebemos mais essa pessoas que, por uma questão de desconhecimento do papel do vereador, acabam procurando-nos para pedir algumas coisas que não são de nossa responsabilidade.

O PMDB possui uma aliança com o PT, mas nos últimos meses, até com posicionamentos do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), tem se posicionado de forma mais independente e até contrária ao PT. Essa é uma nova proposta do partido?
Minha avaliação sobre o trabalho do Eduardo Cunha é positiva, está fazendo a Câmara funcionar e colocando os projetos para serem votados. Não é rebeldia [do Eduardo Cunha], os poderes são independentes, ser parceiro, não significa ser submisso ao outro, em qualquer parceria, tem que ter espaços iguais e oportunidade de trabalho para os dois lados. Independência e rebeldia são coisas diferentes e está havendo uma leitura equivocado da parceria do outro lado. Há muito tempo o Congresso não coloca tantos temas para serem votados. Vejo como natural esse processo de amadurecimento do partido, que está em crescimento e buscando um protagonismo. Política é feita de ciclos e estamos no fechamento de um ciclo de muitos anos.

Ano que vem temos eleições, pretende se recandidatar a vereador ou pode aparecer como um candidato ao Executivo?
Gostaria muito de ter uma oportunidade no Executivo, me sinto preparado pra isso, até pela experiência que tive como presidente da Câmara. Mas isso é uma decisão que cabe ao meu partido, é uma decisão partidária.

Apesar do anúncio da construção de polo automobilístico em Jacareí. Em um ano e meio, a cidade perdeu três empresas, Rhodia, Emerson e Schrader. Como avalia essa situação e crise?
Vejo com preocupação, a crise nacional está afetando o município. Essa crise é fruto de uma política econômica equivocado. Espero que esse polo automobilístico possa sair do papel num médio prazo, de dois a três anos, para que essas empresas sejam de fato isntaladas na cidade para gerar empregos, principalmente, suprindo as demissões das que saíram de Jacareí.

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