Em audiência, população pede cursos de humanas na Unifesp em São José
Cerca de 300 pessoas participaram nesta segunda-feira (14) da audiência pública em prol da expansão do campus da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em São José dos Campos. Estudantes, representantes de associações classistas, do setor acadêmico e do poder público pediram abertura de mais cursos de graduação e especialização para ciências humanas, artes e medicina.

Cerca de 300 pessoas participaram nesta segunda-feira (14) da audiência pública em prol da expansão do campus da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em São José dos Campos. Estudantes, representantes de associações classistas, do setor acadêmico e do poder público pediram abertura de mais cursos de graduação e especialização para ciências humanas, artes e medicina.
Atualmente a Unifesp conta com 1.300 alunos e sete cursos de graduação, além de três de pós-graduação, com ênfase em desenvolvimento e novas tecnologias. Com a mobilização popular, o objetivo é aproveitar a expansão do campus – que ainda no primeiro semestre passa a operar em novo espaço no Parque Tecnológico – para pressionar o MEC (Ministério da Educação) a ampliar as opções acadêmicas.

Políticos, acadêmicos e membros da sociedade discutem ampliação da Unifesp
Warley Leite / Meon
“Queremos discutir com a população de que forma será a universidade que queremos. Nosso objetivo é de transformar a Unifesp de São José no que a Unicamp é para Campinas. Queremos novos cursos e uma expansão principalmente para áreas mais carentes da cidade, como humanas e medicina, por exemplo”, afirma o secretário-geral da Câmara de São José, Saulo Monteiro de Souza, organizador do grupo.
Com base na opinião dos participantes, será elaborado um documento que vai ser enviado para o MEC. “A expectativa é que eles olhem com mais carinho para a nossa cidade, pois este é um momento em que o Governo Federal está ampliando a rede de universidades públicas e é importante nos mobilizarmos para que esse investimento seja direcionado para São José dos Campos”, completa Souza.
Unifesp
Presentes no evento, representantes da Unifesp também mostraram-se favoráveis a expansão do campus em São José. A reitora da universidade, doutora Soraya Soubhi Smaili ressalta o apoio da cidade à causa.
“É muito importante ver que a audiência está com a casa cheia. O desejo da Unifesp é de se tornar uma universidade pública de referência em São José. Mas para isso, não basta que a vontade seja nossa. Os recursos são federais e é preciso mobilização para que essa expansão seja a sonhada pelos moradores da cidade”, diz.
Já o diretor da unidade de São José dos Campos, professor Luís Leduíno, destaca que a cidade é a única com mais de 300.000 habitantes nas regiões sul e sudeste a não contar com uma universidade pública representativa.
“A menor cidade desta lista, que é Cascavel, conta com uma universidade com 5.000 alunos e 19 cursos universitários. Ou seja, há uma necessidade latente de que a cidade conte com esta expansão”, comenta.
Público
Embora a ideia da expansão seja uma unanimidade entre o público, durante as manifestações ao microfone, os participantes questionaram a mesa sobre as condições de como deverão se dar essa expansão.
Tópicos como as condições de moradia para os alunos que vem de outras cidades e o tempo para a conclusão das obras de expansão foram levantados.
Na parte de cima do plenário, ativistas fixaram cartazes cobrando que a chegada dos novos cursos privilegie a área de humanas e que o processo seja democrático.
“Queremos o fim dessa tradição da cidade abrigar apenas cursos nas áreas de exatas. É preciso valorização da área de humanas e acesso democrático ao estudo”, afirma o jornalista Paulo Monteiro.

















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