Em cinco meses, Samu de São José recebeu 2.800 trotes telefônicos
Número corresponde a quase 30% das chamadas para o serviço


Número corresponde a quase 30% das chamadas para o serviço
Flavio Pereira/Meon
De janeiro a maio deste ano, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de São José dos Campos recebeu 2.800 trotes telefônicos. O número corresponde a 27,7% das chamadas para o serviço, que atende casos de urgência e emergência em qualquer local da cidade.
Nos primeiros cinco meses de 2015, o Samu recebeu um total de 10.106 chamadas em São José, sendo que 6.082 resultaram em intervenções do serviço e o restante, 1.224 telefonemas, foram de casos resolvidos sem a necessidade do deslocamento de equipes e outros motivos.
Em um único dia, por exemplo, o serviço chegou a registrar 21 trotes telefônicos. Em abril, mês com maior número de chamados este ano (2.946), foram 840 trotes, cerca de 30% das ligações.
Segundo a Secretaria de Saúde de São José, o Samu realiza uma média de 1.200 atendimentos por mês que vão de situações clínicas simples, resolvidas por telefone mesmo, até ocorrências nas quais “a rapidez no socorro é a diferença entre a vida e a morte”, diz a nota.
O trote é crime previsto no Código Penal Brasileiro que, no artigo 266, prevê detenção de um a seis meses para quem o pratica. “A maioria dos trotes ocorre nos horários de entrada e saída das escolas e as chamadas são feitas de telefones públicos”, diz o médico Fernando Fonseca, coordenador do Samu em São José dos Campos. No caso de menores cometerem o delito, os pais ou responsáveis são quem assumem a culpa.
De acordo com a Secretaria, é importante lembrar que, ao discar o número 192, a pessoa está ligando para uma central de regulação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que definem o tipo de atendimento, a ambulância e a equipe adequados a cada caso. Há situações em que basta uma orientação por telefone para salvar uma vida.
“As equipes trabalham para prestar atendimento no menor tempo possível, já que atuam no local de ocorrência do problema e ainda fora do ambiente hospitalar. O programa oferece o direcionamento para o serviço mais próximo e adequado, assim a equipe que está na ambulância ganha tempo (diminui a relação tempo/resposta). E é justamente essa agilidade que se perde quando o serviço fica carregado com falsas chamadas”, conclui a nota.
O Samu teve início em setembro do ano passado na região. O acesso ao serviço se dá pelo número 192 na Central de Regulação, que fica em São José, onde é feita a triagem dos casos que são repassados aos médicos.
Ao todo, nove ambulâncias ficam em oito bases localizadas nas regiões da cidade e o serviço atende também as cidades de Caçapava, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Paraibuna e Santa Branca. A equipe do Samu é composta por 32 médicos, 10 enfermeiros, 41 técnicos em enfermagem e 36 motoristas.
Quando chamar o Samu
– Dores no peito de aparecimento súbito;
– Situações de intoxicação e envenenamento;
– Queimaduras graves;
– Trabalhos de parto com risco de morte da mãe ou do feto;
– Problemas respiratórios graves;
– Crises convulsivas;
– Acidentes graves (trânsito, choque elétrico, atropelamento, afogamento);
– Tentativa de suicídio;
– Perda de consciência (desmaio);
– Sangramento/ hemorragia;
– Na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte.
Quando NÃO chamar o Samu
– No transporte para realização de exames;
– Transporte para internação hospitalar;
– Nas situações clínicas não urgentes (dor lombar crônica, febre baixa, problemas crônicos de saúde etc.);
– Em situações em que existe a condição de deslocamento por meios próprios ao atendimento hospitalar.
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