Em época de eleição, ONGs da região sobrevivem sem apoio político
Em plena campanha eleitoral, o trabalho de algumas ONGs da RMVale mostra aos políticos que, com poucos recursos e muito empenho, é possível dar grandes passos rumo à melhor qualidade de vida para a população. As ações acontecem muitas vezes sem qualquer auxílio do poder público, com dinheiro arrecadado pelos próprios integrantes.


Casal adota cão em feira promovida pela ONG Opar
Reprodução/Facebook
Em plena campanha eleitoral, o trabalho de algumas ONGs da RMVale mostra aos políticos que, com poucos recursos e muito empenho, é possível dar grandes passos rumo à melhor qualidade de vida para a população. As ações acontecem muitas vezes sem qualquer auxílio do poder público, com dinheiro arrecadado pelos próprios integrantes.
É o caso da ONG Espaço Mulher, em Jacareí. Unindo advogados e psicólogos voluntários, o grupo oferece há oito anos respaldo jurídico gratuito para vítimas de violência. Sem contar com recursos da prefeitura, a ONG atende, em média, 15 mulheres por mês.
De acordo com a presidente Erika Lopes de Campos Faria, o atendimento acontece 24 horas por dia, por meio do celular de emergência da ONG. A partir do primeiro contato, o grupo providencia todo o aparato necessário para que a vítima mova processo contra o agressor.
“Temos um convênio com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Jacareí, que dá prioridade para os casos de violência contra a mulher quando a vítima não tem renda para arcar sozinha com os custos de um advogado”, afirma a presidente.
Além do atendimento quando os casos já acontecem, o trabalho da ONG se concentra em ações preventivas que são realizadas em portas de igrejas, hospitais e nos bairros. Os voluntários também promovem reuniões e palestras de orientação.
“É importante contar com um trabalho preventivo, pois a mulher que sofre violência sempre está acuada e não tem coragem ou instrução para procurar os seus direitos. Todas as nossas ações são financiadas por doações de diretores e de sócios-contribuintes, pois ainda não temos nenhum projeto financiado pelo poder público”, afirma.
Animais
Ajudar cachorros e gatos em situações de fome e abandono na rua é, há oito anos, o trabalho da ONG Opar (Organização para Proteção de Animais de Rua) de São José dos Campos. O grupo é responsável pelas feiras de adoção que acontecem aos sábados no estacionamento do Parque Santos Dummont e do Vale Sul Shopping.
Sem incentivo da prefeitura, na Opar pouco mais de 10 voluntários ficam responsáveis por cuidar de aproximadamente 100 animais recolhidos nas ruas da cidade. A iniciativa conta com apoio de proprietários de canis particulares e veterinários voluntários.
“Somos nós quem fazemos tudo. Cuidamos dos animais, levamos todo o material de estrutura para montagem das feiras e, assim, vamos fazendo nosso trabalho de conscientização das pessoas em relação ao direito dos animais”, afirma o presidente da ONG, Henrique Carvalho
Em época de campanha, o voluntário pede aos eleitores bastante cautela antes de votar em um candidato que defenda a causa animal. Isso porque, de acordo com Carvalho, a maioria ‘surfa’ na popularidade que o tema vem ganhando.
“É importante salientar que não recebemos nenhum centavo do poder público e dependemos de nossos próprios recursos. Antes de votar, acho importante que as pessoas levem isso em consideração”, conclui.
Posts Relacionados

Chuva mata oito bovinos, alaga casa e provoca deslizamento em rodovia no Vale do Paraíba

EDP investe R$ 4,5 milhões para ampliar capacidade energética de Lorena em 15%

Defesa Civil emite alerta severo para chuva forte em São José dos Campos e Jacareí
