Em Potim, Edno Félix assume prefeitura com R$ 1.740 em dinheiro no caixa para governar
O vice-prefeito de Potim Edno Félix Pinto (PTdoB) assumiu, nesta segunda-feira (21), o comando da prefeitura com apenas R$ 1.740,00 de dinheiro em caixa para governar.


Benito (PMN) e Edno Félix (PT do B)
Divulgação
O vice-prefeito de Potim, Edno Félix Pinto (PTdoB), assumiu nesta segunda-feira (21) o comando do Executivo com apenas R$ 1.740,00 de dinheiro em caixa para governar.
Benito Carlos Thomaz (PMN) foi afastado, por meio de medida cautelar do TJ (Tribunal de Justiça), acusado de superfaturamento na compra de água mineral. Prefeito em exercício, Félix afirma que está assumindo o cargo com condições financeiras preocupantes.
“Ele [Benito] deixou a prefeitura no zero, estou pegando a cidade falida. Até poderia declarar estado de calamidade com a atual situação, mas estou me desdobrando para tentar arrumar o estrago”, diz o atual prefeito.
Sobre as denúncias de superfaturamento na compra de água mineral, Félix comenta que não pode desenvolver novos projetos na cidade por conta da baixa receita da prefeitura.
“Não vou mentir, não posso fazer nenhum projeto ou determinar alguma área como prioridade porque ainda estamos tentando recuperar as contas. É vexatório”.
Segundo Edno Félix, o ex-prefeito pagou quase R$ 5 mil por seis galões de água mineral de 20 litros, além de comprar uma garrafa de 510 ml por R$ 17,30. A empresa fornecedora da água é do sobrinho de Benito Thomaz.
“A água nesse valor é algo a se estranhar, pois são preços muito altos. Com essa condução diferente o melhor foi o afastamento dele para a Justiça averiguar”, ressalta o prefeito.
Sem modificação
Com a nova administração, Edno Félix promete que não haverá mudanças no secretariado. “Com as contas precárias, não posso contratar e nem realizar mudanças. Apenas duas pessoas ligadas à administração anterior pediram exoneração. Para suprir os desligamentos pedi o empréstimo de quatro funcionários da Câmara que já está me ajudando”, completa.
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