Em S. José, Tamiflu será distribuído apenas para pacientes internados

Medicamento usado no tratamento do H1N1 está em falta na cidade

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
gripe_a_h1n1

Medicamento usado no tratamento do H1N1 está em falta na cidade

Divulgação

Em São José dos Campos, o Tamiflu, medicamento usado no tratamento contra a gripe causada pelo vírus H1N1, será distribuído apenas para pacientes que estão internados. A decisão aconteceu nesta segunda-feira (11), durante uma reunião entre os hospitais públicos e particulares da cidade.

De acordo com a Secretaria de Saúde de São José, a ação foi motivada devido ao baixo estoque do medicamento. “Atualmente, a cidade tem um estoque de apenas 500 comprimidos de Tamiflu, uma quantidade suficiente para tratar apenas 50 pacientes, já que cada um precisa tomar 10 comprimidos”, informa a pasta em nota.

Segundo o último levantamento divulgado pela prefeitura, atualmente, São José dos Campos tem 36 pacientes com suspeita da doença, dos quais 30 estão internados em três hospitais da cidade (22 no Hospital Municipal, quatro na Santa Casa e quatro no hospital Santos Dumont). Até agora, nenhum caso foi confirmado.

A prefeitura solicitou 20 mil comprimidos ao Governo do Estado, mas recebeu apenas sete mil, na semana passada. Segundo o secretário de Saúde, Paulo Roitberg, o acordo desta segunda-feira ficará em vigor até que o fornecimento, pelo governo estadual, seja normalizado.

Na reunião, também ficou definido que as prescrições do Tamiflu, quando o estoque for normalizado, deverão ser feitas por meio de um formulário único, em duas vias, explicitando os motivos da prescrição. O paciente também precisará assinar o documento, alegando estar ciente dos riscos e reações adversas que podem ser causadas pelo uso do medicamento.

“Precisamos mais uma vez reforçar que o Tamiflu não é um antigripal. Ele é um remédio extremamente perigoso que deve ser prescrito com bastante critério. Deve ser usado tão somente por aqueles pacientes que estão com um quadro grave”, disse Roitberg.

Segundo o secretário, 75% das prescrições de Tamiflu realizadas nas duas últimas semanas foram feitas pelos hospitais da rede particular, para pacientes sem gravidade e fora dos grupos de risco.

Participaram da reunião representantes da APM (Associação Paulista de Medicina), Pró-Infância, Hospital Municipal, Hospital Clínicas Sul, Vivalle, Santa Casa, Pio XII, Hospital São José, Policlin e Antoninho da Rocha Marmo. De acordo com a secretaria, o Hospital Santos Dumont, da Unimed, foi convidado mas não enviou nenhum representante.

Sem vacina e variação de preços
Na última sexta-feira (8), o Meon mostrou que a grande procura da população pela vacina contra a gripe H1N1 nos últimos dias fez com que os estoques se esgotassem em toda a rede de clínicas e hospitais particulares de São José. Além da escassez da vacina, o valor cobrado pelos estabelecimentos ainda variam entre R$ 85 e R$ 157.

Publicado em: