Em um ano, regiões do Vale perdem mais de 7,5 mil empregos

A indústria paulista passa pelo seu pior momento desde 2006. Apenas entre julho e agosto de 2015, 26 mil vagas foram fechadas em todo o estado, somando uma queda de 116 mil postos de trabalho ao longo do ano. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego divulgada nesta quinta-feira (17) pela Ciesp e Fiesp.

Escrito por: Adeline Daniele2 min de leitura
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Em São José, indústria pode gerar corte de mais de 3 mil empregos até dezembro

Valdecir Galor/SMCS

A indústria paulista passa pelo seu pior momento desde 2006. Apenas entre julho e agosto de 2015, 26 mil vagas foram fechadas em todo o estado, somando uma queda de 116 mil postos de trabalho ao longo do ano. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego divulgada, nesta quinta-feira (17), pela Ciesp e Fiesp.

Nas três maiores sub-regiões do Vale do Paraíba, cerca de 7,5 mil vagas de emprego foram fechadas nos últimos 12 meses.

De acordo com o levantamento, a região de São José dos Campos registrou aumento de cerca de 250 postos de trabalho em agosto.

Isso porque o mercado local foi influenciado por variações positivas nos setores de produtos alimentícios, equipamentos de transporte, máquinas e equipamentos e produtos de borracha e de material plástico.

No entanto, no acumulado do ano, as cidades que compõem a região perderam 1.500 postos de trabalho. E esse índice ficará ainda pior: segundo o gerente regional do Ciesp de São José dos Campos, Fabiano de Sousa, se a região não receber algum incentivo, a expectativa é de que mais de 3 mil empregos sejam cortados até dezembro. “Tivemos um mês de agosto positivo, mas devemos considerar que o período só foi melhor porque a GM suspendeu a demissão de 500 funcionários em sua fábrica”, afirma.

Nos três municípios da região de Jacareí, 50 empregos foram gerados – um aumento tímido em relação às 350 vagas fechadas ao longo de 2015.

Já os 28 municípios de Taubaté registraram cerca de 500 demissões em agosto. Com mais de 5,5 mil vagas fechadas em 12 meses, a região tem o cenário mais pessimista do Vale do Paraíba.

Veja na tabela abaixo:

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