Embraer foi a terceira empresa do país que mais importou em 2015

De janeiro a setembro, empresa de São José importou US$ 1,9 bilhão

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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De janeiro a setembro, empresa de São José importou US$ 1,9 bilhão

Divulgação

Sempre figurando entre as empresas que mais exportam do país e também uma das responsáveis pela balança comercial positiva de São José dos Campos, a Embraer foi a terceira empresa do Brasil que mais importou de janeiro a setembro deste ano.

De acordo com os dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), nos nove primeiros meses de 2015, a Embraer importou US$ 1,9 bilhão, valor 6,55% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a empresa importou US$ 1,78 bilhão.

A alta nas importações feitas pela Embraer vão na contramão do país. Segundo o MDIC, de janeiro a setembro, as importações  somaram 134,23 bilhões de dólares, número 23,01% menor do que o registrado no mesmo período de 2014.

Com relação às exportações, a empresa também teve números diferentes ao índice nacional, que registrou queda de 16,78%. Com US$ 2,619 bilhões, a Embraer foi a sétima empresa que mais exportou no país de janeiro a setembro deste ano – número 7,06% acima do registrado nos nove primeiros meses do ano passado.

Em nota, a Embraer informou que a realidade do setor aeronáutico, em âmbito mundial, exige produtos no estado da arte da tecnologia para que as empresas possam se manter competitivas e gerando empregos.

“Poucos fornecedores em todo o mundo estão aptos a prover muitas das matérias-primas, componentes e peças com as especificações necessárias para tais produtos, o que faz com que as cadeias sejam globalizadas. Motores e aviônicos são dois exemplos dos mais evidentes”, diz um trecho da nota.

Com relação à variação positiva nas importações, a empresa informou que há  uma diferença considerável: as importações no período contemplam, além dos componentes e peças acima mencionados, ferramentais (equipamentos usados na produção de peças e partes). “Ou seja, são também fruto do investimento não recorrente em equipamentos de base que servirão para produzir a nova família de jatos comerciais – os E-Jets E2”, informa.

Produção interna 
Segundo a empresa, nos E-jets E2, que hoje estão em fase de montagem dos protótipos, há maior verticalização da produção, ou seja, mais componentes e peças produzidas internamente na Embraer, o que aumenta o índice de nacionalização das aeronaves e gera mais atividade em torno desse programa na unidade de São José dos Campos.

“Vale lembrar que, historicamente, a parceria com a Embraer fez com que alguns dos seus principais fornecedores internacionais se instalassem no Vale do Paraíba, trazendo empregos e divisas para a região. Além disso, a empresa está sempre buscando aumentar a participação dos fornecedores locais e inserir cadeia produtiva nacional em seus projetos”, informa a Embraer.

​Novo pedido de jatos
A Embraer anunciou, nesta quarta-feira (4), que a Emirates Flight Training Academy assinou um pedido firme para cinco jatos Phenom 100E, com opção para mais cinco aeronaves do modelo. O início das entregas está programado para 2017.

A Emirates é uma das companhias aéreas de mais rápido crescimento no mundo. A empresa opera uma moderna frota de mais de 240 aeronaves de longo alcance para atender uma rede global de mais de 145 destinos em seis continentes. Para atender a constante expansão da operação, a Emirates recruta candidatos a piloto em todo o mundo para trabalhar com uma equipe multicultural de mais de 160 nacionalidades.

O Phenom 100E já opera em escolas de voo na Austrália, Estados Unidos e na Finlândia.

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