Embraer tem queda de 4% na receita líquida do terceiro trimestre de 2014

A receita líquida da Embraer atingiu R$ 2.827,3 milhões no 3T14 (terceiro trimestre de 2014), o valor representa uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pela empresa nesta quinta-feira (6).

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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O resultado foi parcialmente compensado pela receita da área de Defesa & Segurança

Flavio Pereira/Meon

A receita líquida da Embraer atingiu R$ 2.827,3 milhões no 3T14 (terceiro trimestre de 2014), valor que representa uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pela empresa nesta quinta-feira (6).

Segundo a direção da Empresa Brasileira de Aeronáutica, o resultado é consequência do número menor de entregas de aeronaves. No período, a Embraer entregou 19 jatos para o mercado de aviação comercial e 15 para o de aviação executiva, totalizando 34 aeronaves.  A empresa considera que o resultado foi parcialmente compensado por uma maior receita na área de Defesa & Segurança.

No final do terceiro trimestre de 2014, a carteira de pedidos firmes que a Embraer vai entregar chegou ao valor de US$ 22,1 bilhões, o maior da história da empresa, impulsionada principalmente pela assinatura do contrato do KC-390 -maior avião já produzido no Brasil- e pelo pedido firme de 50 jatos E175 da Republic Airways Holdings Inc., operadora com a maior frota de E-Jets do mundo.

No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, a receita líquida atingiu R$ 9.684,6 milhões, representando um crescimento de 16% em relação aos primeiros nove meses de 2013.

Segundo a empresa, as estimativas de 2014 referentes ao desempenho financeiro e de entregas de aeronaves comerciais e executivas, publicadas em fevereiro, permanecem inalteradas.

Greve
No mesmo dia em que a Embraer divulga os números de receita, cerca de 10 mil trabalhadores, do primeiro e segundo turno da unidade de São José dos Campos, resolveram entrar em greve por tempo indeterminado.

A paralisação acontece após a categoria rejeitar a proposta de reajuste de 7,4% oferecida pela empresa e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa as empresas do setor, durante a na última rodada de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

De acordo com o sindicato, a proposta concede apenas 1% de aumento real, abaixo dos 8% ou 9% que metalúrgicos de outras empresas da região já conseguiram.

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