Empresa cobra fim de transporte clandestino em Cruzeiro

Após reclamações de parte da população e do vereador e presidente do Sincomerciários,, Charles Fernandes (PDT), sobre a má qualidade no transporte público no município, a diretoria da empresa São José se posicionou sobre o caso.

Escrito por: Jornal Atos2 min de leitura
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Para o diretor da São José, Daniel Abdalla, prefeitura precisa cumprir sua função no contrato

Lucas Barbosa/Jornal Atos

Após reclamações de parte da população e do vereador e presidente do Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio de Cruzeiro), Charles Fernandes (PDT), sobre a má qualidade no transporte público em Cruzeiro, a diretoria da empresa São José se posicionou sobre o caso. A empresa afirma que além de já ter apresentado um plano de melhorias, até o momento ‘ignorado’ pela prefeitura, a falta de fiscalização do Executivo sobre o transporte clandestino vem dificultando o serviço.

Ao contrário do que foi dito pelo vereador Charles, o sócio-diretor da São José, Daniel Abdalla, afirmou que a empresa vem respeitando todos os tratados contratuais com o município e que a administração municipal não vem fazendo sua parte, o que prejudica o investimento da empresa na renovação da frota.

“Infelizmente, a prefeitura não vem fiscalizando o transporte clandestino que está abusivo em Cruzeiro. Além disso, o contrato entre o Executivo e a Asta (Associação dos Proprietários e Motoristas de Transportes Alternativos), permissionários do transporte complementar, está vencido, ou seja, está ocorrendo uma concorrência desleal no município”.

Ele destacou ainda que em outubro do ano passado, se reuniu com a até então prefeita, Ana Karin (PR), para discutir sobre a falta de fiscalização e outros fatores que estavam prejudicando o trabalho da São José. A prefeitura então teria solicitado que a empresa apresentasse um estudo de melhorias.

“Contratamos uma consultoria externa para fazer este estudo para reestruturar o sistema de transporte. Em maio, com este projeto em mãos, assinamos um termo de compromisso com a prefeita. Mas já que eles não combatem o transporte clandestino, fica inviável colocar nosso projeto de melhorias em prática”.

Abdalla ressaltou ainda que toda a frota passa constantemente por manutenção, e que a empresa faz tudo para garantir o melhor atendimento possível aos passageiros.

Acessibilidade
Outra queixa levantada pelo vereador Charles, era a falta de acessibilidade para deficientes físicos no ônibus. Em resposta, Abdalla afirmou que todos os ônibus são acessíveis, mas só será possível, por questões financeiras, colocar em circulação ônibus com elevador para cadeirantes, assim que o plano de melhorias for colocado em ação, o que depende da contrapartida do município em coibir o transporte clandestino.

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