Engenheiro conta como transforma endereços em coordenadas espaciais
Adriano Martins Junqueira é formado em engenharia com pós em administração e já trabalhou em uma empresa que fez o mapeamento brasileiro do Google Maps. Hoje não fica por menos está na empresa GeoPX, responsável pelo mapeamento para a instalação da rede 4G no Brasil, além de fazer os painéis de trânsito, por exemplo os que estão sendo instalados em São José dos Campos que avisam quanto tempo demora para chegar em determinado lugar.


Adriano Junqueira é engenheiro que trabalha com geocodificação
Warley Leite/Meon
Adriano Martins Junqueira é formado em engenharia, com pós-graduação em administração e já atuou em uma empresa que fez o mapeamento brasileiro do Google Maps. Hoje trabalha na GeoPX, responsável pelo mapeamento para a instalação da rede 4G no Brasil. Martins também é responsável pela elaboração dos painéis de trânsito que estão sendo instalados em São José dos Campos, que avisam quanto tempo demora para chegar em determinado lugar.
O que é a geocodificação, geotecnologias e mapas 3D?
Geocodificação é o processo de transformar endereços tabulares em coordenadas espaciais, ou seja, é como transformar tabela de endereços em pontos sobre o mapa. Com isso é possível entender linhas adjacentes de uma tabela, se são próximas espacialmente em uma região, por exemplo. Geotecnologias são softwares que permitem gerir dados, criar mapas por temas, facilitando entender se existe uma relação entre os dados e o ambiente estudado (área do mapa). Os mapas 3D são a representação geográfica da realidade, maquetes digitais do mundo, onde são possíveis fazer simulações de eventos e estudos arquitetônicos. Novamente facilita entender o contexto de uma cidade ou região, em detalhes.
Como isso pode ser aplicado no dia a dia?
Um exemplo é o processo de planejamento da cobertura celular pelas operadoras (Claro, Nextel, Oi, Tim, Vivo). Elas precisam posicionar as antenas e fazem a conversão de endereço para posição sobre o mapa, usando a geocodificação, depois simulam a propagação do sinal destes locais, estudando a área de abrangência, sombra e interferência de uma antena. Enfim, planejam as questões técnicas do processo, apoiados por mapas 3D sobre softwares específicos de geotecnologia.
Como você começou a trabalhar com isso?
Meu primeiro contato com cartografia foi na Ericsson em 1997 e de lá para cá participei de muitos projetos de geomarketing e implantação de geotecnologias nos mais diversos mercados. Ainda em 1997 participei da criação da Promaps, que confeccionava mapas digitais para apoiar essas análises, e hoje sou sócio e diretor comercial da Geopixel, especializada em mapas 3D e informações dinâmicas de trânsito em tempo real.
O que mais você gosta de fazer?
Tenho paixão por tecnologia, gosto de inovação e vendas. Gosto muito de viajar e conhecer novas culturas. Quando não estou trabalhando gosto de curtir a família, sou casado e tenho dois filhos, andar de bicicleta, montar lego com meus filhos, fazer churrasco, nadar e jogar basquete.
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