Escola Interativa: número de alunos salta de 982 para 8 mil em São José
Dois meses após a implantação do Programa Escola Interativa em nove escolas da rede municipal de São José dos Campos, o número de alunos atendidos aumentou 714%, saltando de 982 alunos para 8 mil nesta segunda-feira (29).























Dois meses após a implantação do Programa Escola Interativa em nove escolas da rede municipal de São José dos Campos, o número de alunos atendidos pelo projeto aumentou 714%, saltando de 982 alunos para 8 mil.
Com investimento de R$ 50 milhões, o projeto inclui lousas digitais, projetores, tablets para professores e estudantes e wi-fi nas escolas. O programa é implantado de forma gradativa e até agora reúne 132 salas interativas. No sistema, é possível que os alunos acionem os professores pelo tablet para tirar dúvidas ou até mesmo chamar atenção do professor.
A proposta da Secretaria de Educação é que 566 salas em 41 instituições recebam o programa, atingindo 33 mil alunos do Ensino Fundamental (1º ao 9º anos). No caso do Ensino Infantil, os alunos vão ter acesso às salas de leitura.
No último sábado (27), a escola EMEI Professora Jane Palumbo, no bairro Dom Pedro 1º, região sul da cidade, foi escolhida para ser a primeira unidade da rede infantil como referência na implantação modelo. Entre as atividades que vão ser desenvolvidas estão alfabetização, brincadeiras lúdicas e outros estímulos de aprendizado.
Já na escola EMEF Homera da Silva Braga, no Jardim Morumbi, que recebeu em agosto a Escola Interativa, os resultados já são visíveis. A diretora da escola afirma que com a vinda dos recursos os alunos estão mais presentes nas atividades, sendo um diferencial para o aprendizado.
“É um momento de interação entre o professor e o aluno. As atividades são voltadas para estimular o aprendizado, os alunos mais pequenos e até os maiores adoram”, diz Renata Jardim Marangoni, diretora.
A professora Leila Aparecida Rodrigues destaca que as ferramentas contam com uma sistematização pedagógica. “Eles estão bem animados com toda essa tecnologia. Não é uma ferramenta de brincar. Os combinados com os alunos prevalecem e é mais um estímulo ao aprendizado. Importante também é que não iremos substituir o caderno, é um mecanismo que estamos agregando”, comenta.
O aluno Daniel Alves Bueno, de 7 anos, diz que está aprendendo muito com a nova tecnologia. “Estou adorando aprender e mexer no tablet, principalmente nos momentos quando temos atividades de pintura digital”.
Thiago Freitas Oliveiras, estudante do 1º ano, também aprova a ideia. “O bacana é que estamos aprendendo e brincando. Adoro também as aulas do quiz, onde escolhemos as respostas e a professora nos mostra no projetor o resultado”.
Outra aluna destaca que com o uso do tablet está conseguindo se concentrar mais nas aulas. “Estou com mais criatividade para desenvolver as atividades, além de que posso fazer as atividades em minha casa”, comenta Maria Adriele Ribeiro, de 7 anos.
Capacitação
Segundo o orientador pedagógico, Daniel Buono Teixeira, os professores estão em seu processo de adaptação, recebendo as capacitações necessárias com as equipes multiplicadoras da secretaria.
“Os professores recebem uma capacitação, com a explicação do sistema, de como utilizarem o software e como isso contribui no aprendizado do aluno. Nossa função é dar o domínio ao estudante”, diz Texeira.
O orientador afirma ainda que no início alguns professores optaram por não aderir ao programa, mas que mudaram de opinião depois de visualizarem os benefícios. “Alguns professores não quiseram aderir e pegar os tablets, mas depois retornaram à Secretaria e viram o quanto é um programa importante para a nossa rede”, completa.
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