Escolas particulares de São José devem definir esquema especial de funcionamento para a Fase Emergencial
O Sieeesp recomenda ações para redução do fluxo de alunos

Após anúncio da Fase Emergencial do Plano SP e recomendações do Governo para a Educação nesta quinta-feira (12), as escolas particulares de São José dos Campos estão definindo como irão proceder nas duas semanas em que o isolamento social deverá ser mais rígido.
Um grupo com 98 mantenedores de escolas particulares de São José discutiram, na noite desta quinta-feira, possíveis alternativas para o ensino nas próximas duas semanas.
Cibele Renó, mantenedora da Escola Pindorama e coordenadora do grupo, afirma que os empresários do ensino privado já estão cientes das orientações.
“Nos orientaram a não mudar a porcentagem de 35% [de ocupação], porém recomendaram que a gente diminua o fluxo de pessoas nas escolas para, consequentemente, diminuir o fluxo na cidade”, disse.
Uma das sugestões da Secretaria de Educação do Estado seria a antecipação dos recessos para suspender as aulas entre os dias 15 e 30 de março – esta medida será adotada no sistema estadual de ensino.
Cibele afirma que as escolas privadas de São José devem decidir individualmente se irão adotar o recesso ou suspender aulas presenciais. Contudo, reiterou que todos devem contribuir com a alguma ação que diminua o fluxo de alunos.
“[…] cada escola está vendo de acordo com a sua realidade a melhor forma de atender essas recomendações. O que a gente sabe é que a pandemia esta sim em um estágio preocupante, está bastante agressiva, e a gente precisa fazer alguma coisa”, afirma Cibele.
O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) emitiu um comunicado de orientação para as escolas privadas. Segundo o documento, as escolas podem funcionar normalmente, porém, devem seguir a risca as medidas sanitárias.
“As escolas particulares permanecerão abertas pelos próximos 15 dias, a contar de segunda-feira, fruto das negociações do Sieeesp. Mas precisam seguir à risca essas recomendações, pois, se isso não ocorrer, corre-se um grande risco de fechamento total das escolas”, diz o comunicado.
O sindicato orienta que as escolas devem trabalhar para reduzir o número de alunos e sugere que apenas os estudantes com maior necessidade tenham aulas presenciais.
“[…] é importante que seja reduzido o atendimento o máximo possível. As outras recomendações são de que frequentem a escola somente os alunos filhos de profissionais que trabalham na Saúde, ou que tenham extrema necessidade de socialização (com algum transtorno), e que precisam muito ir à aula, pois os pais precisam trabalhar”, orienta o Sieeesp.
Posts Relacionados

PM prende quatro homens em ocorrências policiais em cidades do Vale do Paraíba

Calçada de 130 km para romeiros na Dutra: veja o que se sabe sobre projeto até Aparecida

Chuva mata oito bovinos, alaga casa e provoca deslizamento em rodovia no Vale do Paraíba
