Escolas recebem verba de R$ 164 mil para investir em cultura na RMVale

O programa do governo federal “Mais Cultura Nas Escolas” repassou R$ 164.500 para 17 escolas da RMVale neste segundo semestre de 2014. Cada escola municipal ou estadual recebeu cerca de R$ 10 mil para realizar projetos culturais com a contratação de serviços de parceiros relacionados a atividades artísticas e pedagógicas, que podem ser feitas dentro ou fora da escola por no mínimo seis meses.

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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Músico Celso Pan, parceiro do projeto em escola de Jacareí

Divulgação

O programa do governo federal “Mais Cultura Nas Escolas” repassou R$ 164.500 para 17 escolas da RMVale neste segundo semestre de 2014. Cada escola municipal ou estadual recebeu cerca de R$ 10 mil para realizar projetos culturais com a contratação de serviços de parceiros relacionados a atividades artísticas e pedagógicas, que podem ser feitas dentro ou fora da escola por no mínimo seis meses.

A verba chegou para cinco escolas de São José dos Campos, cinco de Ubatuba, duas de Cruzeiro, duas de Jacareí, duas de Pindamonhangaba e uma de Taubaté. Entre outros motivos, os critérios para a seleção privilegiam colégios em comunidades de baixa renda, cuja maioria dos alunos é beneficiária do programa Bolsa Família.

Os projetos estão em andamento. Há mini-orquestra, canto coral para pais e alunos, teatro de sombras, entre outras atividades. “A nossa comunidade é muito carente, queremos manter o aluno longe da rua”, diz Tânia Barreto, diretora da escola municipal Mestre Presbítero Mabito Shoji, do bairro Veraneio Ijal, zona rural de Jacareí.

“As aulas de canto coral são para 30 alunos da escola, mas também valem para os pais e para a comunidade”, conta a diretora da escola, que funciona em período integral. Cerca de 90 pessoas devem participar do projeto, que vai ser tocado pelo artista Celso Pan, da cia. Bola de Meia, de São José.

Assim como a música, todos os projetos devem estar ligados aos eixos temáticos do programa, que vão desde tradição oral e cultura digital, passando por culturas indígenas e afrobrasileiras. Os R$ 10 mil devem ser usados neste semestre e, se o projeto continuar, a escola recebe o repasse da segunda parcela da verba.

Funk 
“Queremos fazer uma mini-orquestra”, conta Enéas Alves Teixeira, coordenador da escola estadual Euclides Bueno Miragaia, da Vila Nair, zona sul de São José dos Campos, que teve aproveitamento de ensino abaixo da média estadual, segundo o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). “Eles só querem escutar funk. O coral é algo diferente para apresentar para os alunos”.

Cerca de dez jovens, do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, têm duas aulas semanais com um professor de saxofone e flauta, dentro e fora dos horários de aula. Para Enéas, a inserção de música na rotina dos jovens “transforma a escola” e melhora o comportamento e a disciplina dos alunos.

Em Taubaté, há uma parceria da escola municipal Cônego José Luiz Pereira Ribeiro com a Cia. Quase Cinema, especializada em teatro de sombras. Dentro da escola, os atores oferecem oficinas de atuação e criação de personagens para crianças do 5º ao 9º anos do ensino fundamental.

“A cultura torna o jovem um cidadão crítico, com a cabeça aberta para o mundo”, diz a diretora de Cultura de Taubaté, Antonieta Ito. “Há a possibilidade de levarmos o projeto, só pela prefeitura, para outras escolas da cidade nos próximos anos”.

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