Especialistas aprovam continuidade do projeto do satélite CBERS-4A

Para especialistas, fabricação dos modelos de voo deve ser iniciada

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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20160106_Cbers-4A.Equipe-de-Revisão_são josé dos campos_(Divulgação/Inpe)

Equipe técnica se reuniu no Inpe para a Revisão Crítica do Projeto

Divulgação/Inpe

Especialistas brasileiros e chineses concluíram em reunião de trabalho realizada em dezembro último em São José dos Campos, que o projeto do satélite CBERS-4A deve avançar para a fase de fabricação dos modelos de voo de seus subsistemas e equipamentos. A previsão de lançamento do satélite sino-brasileiro é dezembro de 2018.

Na CDR (Revisão Crítica de Projeto), uma banca formada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e AEB (Agência Espacial Brasileira) avaliou se o projeto do satélite é apropriado para cumprir os requisitos estabelecidos para a missão CBERS-4A.

“Alguns itens de ação foram propostos pela banca revisora e serão respondidos pelas equipes técnicas do Inpe da Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial). A conclusão é que não há impedimentos técnicos e o projeto pode prosseguir para a próxima fase (Fase D)”, informa Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior, engenheiro do Inpe que coordena o Segmento Espacial do Programa CBERS.

Câmeras
O CBERS-4A levará a bordo três câmeras, sendo uma chinesa e duas brasileiras. A câmera WPM (Multiespectral e Pancromática de Ampla Varredura) é desenvolvida pela China para obter imagens com resolução espacial de 2m na banda pancromática e de 8m nas bandas multiespectrais, com largura de faixa imageadora de 92 km.

As câmeras brasileiras serão réplicas da WFI e da MUX que estão a bordo do CBERS-4, lançado em dezembro de 2014. “Equipamentos e peças remanescentes dos CBERS-3 e 4 serão utilizados no CBERS-4A, mas precisamos contratar na indústria partes do satélite com base no projeto dos anteriores”, explica Pereira Junior.

No CBERS-4A, a câmera WFI terá resolução espacial de 55m, com largura de faixa imageadora de 684 km, enquanto a câmera MUX terá capacidade de prover imagens com resolução espacial de 16m, com largura de faixa imageadora de 95 km.

As imagens obtidas com a MUX a bordo do CBERS-4 já estão disponíveis aos usuários no catálogo online do Inpe. Com o CBERS-4A, o Brasil garante a continuidade do fornecimento de imagens para monitorar o meio ambiente, verificar desmatamentos, desastres naturais, a expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações.

A MUX, primeira câmera para satélite totalmente nacional, é um dos projetos espaciais mais sofisticados realizados no país. Assim como os demais equipamentos, partes e componentes do satélite que couberam ao Brasil na parceria sino-brasileira, a câmera foi desenvolvida pelo Inpe por meio de contratos com a indústria nacional.

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