Esposa de arquiteto morto no litoral é presa nesta segunda, acusada de envolvimento no crime

Mulher foi detida quando chegava na casa dos pais em São Sebastião

Escrito por: Mara Cirino2 min de leitura
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Arquiteto Wesley Augusto Sant’Ana, chefe da Divisão de Obras Particulares da Prefeitura de São Sebastião, Lelo

O arquiteto Wesley Sant’Anna foi morto em outubro dentro de sua casa em São Sebastião

Reprodução


A esposa do  Wesley Sant’Anna, Paula Martins Regina Santana, foi presa na tarde desta segunda-feira (31) pela Polícia Civil de São Sebsatião. Ela é acusada de participar do assassinato do marido, em 6 de outubro passado. Outro acusado, Robson de Souza, o Kero Kero, está preso há quase dois meses, apontado como o autor da morte.

A prisão saiu após a conclusão do inquérito policial, presidido pelo delegado titular do 1º DP de São Sebastião, Vanderlei Pagliarini. “Representei pela conversão da prisão temporária do Robson em preventiva e pela decretação da prisão preventiva da Paula. O Ministério Público concordou com os pedidos e o juiz decretou a preventiva dos dois”, disse.

Paula foi presa na rua Nossa Senhora da Paz, no centro de São Sebastião, quando chegava à casa de seus pais. O inquérito aponta que o crime teve motivação financeira e passional. A Polícia Civil aponta que os dois acusados tinham envolvimento amoroso.

Mensagens que teriam sido trocadas por celular entre Kero-Kero e e Paula  são usadas como prova no inqúerito.  Em um trechos divulgados pela polícia, Paula teria afirmado: “Eu sei que vc está desesperado, eu entendo vc; morro de dor no coração, mas preciso que me entenda também; olha só, não se preocupe, eu quero ficar com você, pra isso, vai ter que acontecer”… “então tenha calma, eu vou te ajudar, mas não é pra ontem, tenha calma. O mais importante é eu querer ficar com vc e saber que pra isso as coisas vão ter que acontecer”.

De acordo com o delegado Vanderlei Pagliarini, Paula será transferida para a Cadeia Feminina de Ubatuba e Kero-Kero deve ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba.

A reportagem contatou o escritório das advogadas de defesa de Paula Santana nesta segunda-feira , mas ninguém atendeu ao telefone.

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