Estado vai definir quem fica com a área da fábrica Cobertores Parahyba

O governo do Estado de São Paulo vai definir o destino da área de 40mil m² dentro do Parque da Cidade em São José dos Campos, onde funciona a Coopertêxtil, que fabrica os Cobertores Parahyba.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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O governo do Estado de São Paulo vai definir o destino da área de 40 mil m² dentro do Parque da Cidade em São José dos Campos, onde funciona a Coopertêxtil, que fabrica os Cobertores Parahyba.

O Conselho do Patrimônio Imobiliário do Estado de São Paulo realiza estudos para regularizar a área, que pode ser repassada para a Prefeitura de São José ou ser doada para a cooperativa.

Segundo a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional de São Paulo, a área, que pertence ao Estado, foi adquirida por meio de execução fiscal da antiga Tecelagem Parahyba.

Para o presidente da Coopertêxtil, a municipalização da área seria uma boa alternativa. “Já estamos discutindo com o governo do Estado há 13 anos. Só queremos a regularização da posse do imóvel, não precisa nem passar para a cooperativa, pode até municipalizar, não tem problema, só queremos garantir o direito de trabalho dos nossos cooperados”, diz.

Por meio de nota, a secretaria informou que ainda não há essa definição e tendo em conta que a área da antiga Tecelagem Parahyba está atualmente ocupada por vários órgãos do Estado, da cidade e pela cooperativa, somente após a conclusão dos estudos o governo estadual vai poder se manifestar de maneira definitiva.

Ao todo, são 126 mil m² de imóvel da antiga Tecelagem Parahyba e parte da área já é utilizada pela Prefeitura de São José. “O prédio já é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e o estado não consegue manter”, conta Paulo.

Em 2015, a Cobertores Parahyba completa 90 anos e, atualmente, cerca de 80 cooperados trabalham na cooperativa. Mesmo com o mercado têxtil brasileiro sofrendo com a a política de negócios da China nos últimos oito anos, Paulo Palmeira afirma que a saúde financeira da cooperativa é estável.

“Hoje, fazemos parcerias e só pagamos à vista, são medidas que tomamos e que nos deixam com uma situação financeira tranquila e estável”, conta.

Tecelagem Parahyba
Construída em 1925, a Tecelagem Parahyba produzia tecidos e fiação de lã. Nas décadas de 50 e 60, a fábrica controlava cerca de 70% do mercado nacional de cobertores e mantas, passando na década de 70 a exportar seus produtos para diversos países, como o Canadá e Estados Unidos.

Em 1993, a empresa pediu falência e teve parte de seus bens passado para o governo do Estado de São Paulo. Desde então, a Coopertêxtil, uma cooperativa de ex-funcionários retomou a produção.

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