Estudante do Vale é aprovado na Universidade Johns Hopkins
Fundada em 1876, instituição é considerada uma das melhores do mundo


Matteo Ebram na viagem ao Vietnã, onde participou da Olimpíada Mundial de Biologia
Arquivo pessoal
Um estudante de Taubaté foi aprovado no processo seletivo da aclamada Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, uma das mais respeitadas em todo o mundo.
Matteo Celano Ebram, 17 anos, se inscreveu para disputar a vaga em abril do ano passado. O resultado final saiu apenas no mês passado, após uma série de etapas, que incluíram análise de histórico escolar e testes.
“Foi uma surpresa boa”, diz o estudante.
Fundada em 1876, a Universidade Johns Hopkins foi o primeiro centro de pesquisa dos Estados Unidos.
Em seu campus, localizado em Baltimore, aconteceram importantes feitos da ciência, como a identificação do gene causador do câncer de cólon e o desenvolvimento do primeiro foguete que aterrissou em um asteróide.
Pelos bancos da universidade já passaram nada menos que 36 ganhadores de prêmios Nobel.
“Eu me sentia preparado, mas a gente nunca tem certeza que vai passar”, conta Matteo.
Olimpíadas
A relação com importantes centros de conhecimento do mundo não é exatamente uma novidade para Matteo.
Ainda no Ensino Médio, ele participou duas vezes da Olimpíada Mundial de Biologia (em 2015, na Dinamarca, e em 2016, no Vietnã) e uma vez da Olimpíada Latinoamericana de Ciências (em 2014, na Argentina).
“Ele está em um bom caminho”, diz o pai do estudante, o médico João Ebram Neto, secretário de Saúde de Taubaté.
Matteo é o mais velho dos dois filhos do secretário.
“É muito gratificante [esse resultado]. Sempre incentivamos os nossos filhos a estudarem”, acrescenta o pai.
O estudante diz não ter feito nenhuma preparação especial para o processo seletivo de Johns Hopkins –até porque a seleção não segue o modelo das universidades brasileiras.
“Lá, você apresenta sua ‘candidatura’ à universidade. Eles avaliam seu histórico escolar e fazem entrevistas. Se você for aprovado, pode escolher o curso que quiser. Não é como no Brasil, em que você presta vestibular para um curso específico”, conta Matteo.
“Por isso, o colégio em que eu estudava foi uma base importante para mim. Nas aulas de disciplinas em que eu tinha mais facilidade, os professores permitiam que eu estudasse outras coisas que quisesse, às vezes até fora da sala. Essa flexibilidade me ajudou muito”, afirma.
Decisão
Enquanto o resultado do processo seletivo de Johns Hopkins não saía, Matteo acabou sendo aprovado no vestibular de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Ele tem até 1º de maio para decidir se fica no Brasil ou se segue rumo aos Estados Unidos. Neste intervalo, deve receber os resultados de outros processos seletivos de universidades norte-americanas (Harvard, Yale, Stanford e Princetown).
“Vou esperar os resultados das demais universidades para me decidir. É uma escolha para a vida”, diz. “Estou pesando os prós e contras. Ainda não sei se quero morar lá. Uma possibilidade é ficar aqui, terminar minha graduação e fazer a residência médica fora.”
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