Evento marca implantação de fazenda marinha na praia das Cigarras

Estrutura está sendo reposta pela Transpetro após vazamento de óleo

Escrito por: Odara Gallo2 min de leitura
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Maricultores recebem vale simbólico da fazenda marinha na praia das Cigarras

Jorge Mesquita/Imprensa Livre

Um coquetel com clima de piquenique realizado na praia das Cigarras, costa norte de São Sebastião, marcou a implantação da fazenda marinha no local. A estrutura está sendo reposta pela Transpetro, já que a anterior foi destruída em abril de 2013 com o vazamento de óleo no canal, causado pela falha em uma válvula do sistema de dutos da empresa.

“Infelizmente, às vezes acontecem acidentes, mas graças ao poder da mobilização a empresa está aqui apoiando. A gente tem muito orgulho de estar fazendo algo que é só o começo, temos muitas coisas pra conquistar”, declara Eduardo Hipólito do Rego, secretário do Meio Ambiente.

O IED-BIG (Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande) cedeu para a Amesp (Associação de Maricultores do Estado de São Paulo) uma estrutura de quatro linhas de criação, 20 viveiros e 20 mil sementes de mariscos vieira (também conhecido como Coquilles Saint Jacques). “Essa é uma ação simples que pode ser expandida para fixar o pescador no seu habitat”, disse José Luiz Zaganelli, presidente do instituto. “O cultivo da vieira traz um novo ânimo”, completa Evandro Sebastiani, presidente da associação.

“É uma chance de dar certo. Se o Coquille adaptar com as nossas águas, é uma chance de ter mexilhão e Coquille, que tem o valor um pouco mais alto”, opina o maricultor João Moraes, 42 anos, que estimou prejuízo de 50% nos ganhos desde que a produção foi paralisada.

“A fazenda foi começada por mim, com essa nova, vamos esperar que melhore a produção”, diz o pescador Jaime Moreira, que trabalha com extração de mexilhões há 15 anos.

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