Ex-funcionária acusa Labclim de atrasos no salário

Empresa é responsável por exames laboratoriais em Taubaté

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Câmara de Taubaté (foto) vai abrir CPI para apurar irregularidades

Reprodução/Facebook

Uma ex-funcionária do grupo Labclim, laboratório que é alvo de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara de Taubaté, acusa a empresa por constantes atrasos no salário desde o mês de agosto de 2016. Demitida em janeiro, a trabalhadora só conseguiu liberar seu FGTS e o seguro desemprego depois de quatro meses.

A ex- colaboradora, que preferiu não se identificar, afirma ter sido demitida justamente por cobrar, no RH da empresa, os constantes salários atrasados. De acordo com ela, bastou mencionar uma ação judicial para que a empresa a desligasse sem que fossem pagos os direitos trabalhistas.

“A gente passava até 20 dias com nossos salários atrasados. Em uma dessas ocasiões eu fui até a gerência e disse que se a situação continuasse assim eu procuraria os meus direitos. Logo depois desta situação eu fui demitida”, explica.

De acordo com ela, as condições de trabalho eram boas até o segundo semestre do ano passado, quando a empresa passou a atrasar os salários. Desde então, a ex-funcionária viu sua qualidade de vida cair consideravelmente.

“Eu tenho uma filha e moro sozinha. Ainda pago meus estudos. Quando meus salários pararam de cair na data, foi um problema em casa. A coisa piorou depois que eu fui mandada embora sem receber FGTS ou seguro desemprego. Precisei fazer alguns bicos, vender roupa da faculdade e me virar do jeito que deu”, lembra.

Ela ainda reforça que mais pessoas se encontram na mesma situação. “Junto comigo foram mais ou menos uns sete outros funcionários que também precisaram entrar na Justiça porque foram mandados embora sem receber”, comenta.

Nesta quarta-feira (10), a prefeitura abriu licitação para substituir a empresa, que atualmente presta serviços de exames laboratoriais e clínicos para a rede pública de Taubaté. A licitação tem valor máximo de R$ 8,8 milhões e duração de um ano.

Os representantes da Labclim não foram encontrados para comentar o caso.

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