Ex-moradores do Pinheirinho aproveitam visita de Dilma Rousseff para garantir renda extra
A passagem da presidente Dilma Rousseff (PT) por São José dos Campos durante a manhã desta terça-feira (25) foi a oportunidade para que ambulantes faturassem uma renda extra com o movimento de pessoas. Nos arredores da estrutura montada para receber o evento, que aconteceu na região do Putim, barracas ofereciam de tudo um pouco.

A passagem da presidente Dilma Rousseff (PT) por São José dos Campos durante a manhã desta terça-feira (25) foi a oportunidade para que ambulantes faturassem uma renda extra com o movimento de pessoas. Nos arredores da estrutura montada para receber o evento, que aconteceu na região do Putim, barracas ofereciam de tudo um pouco.
Quem compareceu à cerimônia que inaugurou as obras de 1.461 casas aos ex-moradores do Pinheirinho, contou com opções de sobra para matar a fome. Churrasco, pastel, sorvete e até acarajé eram oferecidos às mais de 4.000 pessoas que passaram pelo local.

Comerciantes aproveitam evento para conseguir renda extra durante o evento
Rodrigo Ribeiro/ Meon
Zito Frauzinho Rodrigues, ex-morador do Pinheirinho, aproveitou o movimento para lucrar com a venda de espetinhos, água e refrigerante. Na barraca de Zito, cada espeto era vendido por R$ 2.
“Como sabia que viria muita gente, resolvemos aproveitar para trazer a barraca para ganhar um dinheiro extra. Atualmente recebo o auxílio-aluguel do governo estadual, que garante a moradia, mas ainda preciso me virar com o trabalho”, diz.
Pinheirinho
Assim como Zito, a maioria dos comerciantes era de ex-desabrigados do Pinheirinho. A vendedora Alessandra Martins, que passou cinco anos morando na área ocupada, guiava um carrinho de picolé. Alessandra afirma que o fato de ser ex-moradora do Pinheirinho ainda causa dificuldades para arrumar emprego.
“Estava trabalhando como cozinheira em uma loja de salgados. Quando o meu chefe descobriu que eu tinha morado no Pinheirinho, pediu para que arrumasse minhas coisas e fosse embora. Foi aí que comprei um carrinho e comecei a vender sorvete”, conta.
Entretanto não foram apenas os ex-moradores que viram no evento uma oportunidade de gerar renda. Moradores do bairro aproveitaram para abrir a garagem e oferecer estacionamento.
Foi o caso da aposentada Matilde Muraroto, que cobrou R$ 10 por vaga para quem quisesse garantir lugar. Mesmo com estacionamento gratuito mais à frente, Matilde afirma que conseguiu alguma clientela.
“Nem sabia que esse evento ia acontecer hoje. Quando vi o movimento de carros peguei uma cartolina e anunciei o preço do estacionamento. O saldo foi positivo, consegui mais ou menos dez carros estacionados”, comenta Matilde, que contou com a ajuda de crianças da rua para anunciar as vagas aos motoristas.
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