Exemplos da Copa podem ser aplicados no mundo corporativo
Se durante a Copa do Mundo do Brasil foi difícil trabalhar sem dar uma espiadinha nas partidas, seu chefe vai gostar de saber que o Mundial não é assim tão contraproducente quanto parece. Isso porque, entre o vai-e-vem da bola, o ardor das pelejas revelava importantes lições que podem ser aplicadas também no mundo corporativo.


Planejamento alemão pode ser chave do sucesso também para empresas
Divulgação/Fifa
Se durante a Copa do Mundo do Brasil foi difícil trabalhar sem dar uma espiadinha nas partidas, seu chefe vai gostar de saber que o Mundial não é assim tão contraproducente quanto parece. Isso porque, entre o vai-e-vem da bola, o ardor das pelejas revelava importantes lições que podem ser aplicadas também no mundo corporativo.
Caso o tempo tenha sido curto para assistir os jogos ou a emoção dos embates fez com que essas verdadeiras aulas sobre o mercado de trabalho tenham passado despercebidas, o diretor da Conexão FGV de São José dos Campos, Rafael Moscardi, faz um balanço do que a Copa das Copas pode ensinar para quem quer crescer na carreira.
A primeira alusão ao Mundial diz respeito ao chamado peso da camisa. De acordo com o especialista, assim como aconteceu na Copa, no mundo corporativo não se leva mais uma disputa apenas com a tradição de bons resultados.
“Empresas que adotam a tática do ‘em time que está ganhando não se mexe’ podem ser atropeladas por uma corporação menor, só que mais ambiciosa e organizada. Assim como a Costa Rica se classificou em um grupo com três campeões mundiais, um negócio pequeno também pode alcançar grandes resultados quando há visão estratégica, preparo e direcionamento dos talentos”, afirma.
Atualização
Ao protagonizar a maior derrota de sua centenária história, nos humilhantes 7 a 1 contra a Alemanha, a seleção brasileira cometeu uma série de erros. Para Moscardi, o principal problema apresentado é também recorrente dentro das empresas: a falta de atualização.
O especialista afirma que o líder do escrete canarinho, Luiz Felipe Scolari, parou naquele 30 de junho de 2013, quando o Brasil venceu a Copa das Confederações, batendo a Espanha por 3 a 0.
“Um ano se passou e o Scolari não se atualizou, ignorou as variações que outras seleções do mundo estavam propondo. Nesse intervalo de tempo, os jogadores não renderam tanto quanto antes e o líder do nosso time deu uma lição do que não deve se fazer na carreira: estagnar-se depois de um bom resultado. Em um ano tudo pode mudar e os profissionais, seja de qual área for, precisam se atualizar constantemente”, afirma.
Já a Alemanha, de acordo com Moscardi, é o exemplo do que deve ser feito para alcançar bons resultados. “Eles se programaram, estudaram os adversários, treinaram no horário em que os jogos iriam acontecer. Pensaram em todas as possibilidades, organizaram-se e chegaram ao título”.
Psicológico
Mais uma vez recorrendo ao fracasso da seleção como exemplo, o que se viu em campo foi um time que sucumbiu à pressão. De acordo com Moscardi, este é outro erro fatal dentro das empresas.
“A imagem dos jogadores chorando e tentando resolver as partidas sozinhos de forma desorganizada me lembrou muito um time profissional que não sabe lidar com as exigências do trabalho. O grupo deve funcionar como um todo, com todos os setores trabalhando organizadamente. Na hora da pressão não dá para casa um tentar resolver a sua maneira”, diz.
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