Faculdades criam cursos de reforço para calouro acompanhar aulas
As universidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte têm investido em cursos de reforço e em grupos de estudos para ajudar os estudantes do primeiro ano a acompanhar o ritmo das aulas de graduação.


Faculdade Anhanguera acompanha alunos com defasagem
Divulgação
As universidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte têm investido em cursos de reforço e em grupos de estudos para ajudar os estudantes do primeiro ano a acompanhar o ritmo das aulas de graduação.
Em algumas faculdades, as aulas, geralmente de português e matemática, podem ser acompanhadas pela internet ou em horário diferente do curso. Em outras, o reforço é parte obrigatória de quem foi aprovado, mas não alcançou uma nota boa no vestibular.
Um exemplo é o que acontece com a estudante de informática para web na Etep Faculdades, de São José dos Campos, Suzerlei Rodrigues, 39 anos, que conseguiu uma bolsa para o curso, mas tem dificuldade para acompanhar as aulas.
“Fiquei muitos anos sem estudar, fiz supletivos e consegui meus diplomas. Estudar em casa é diferente de sentar novamente em uma sala de aula. Os programas do governo nos dão oportunidade de conquistar o diploma, mas não ensina a estudar. Usei muito a internet para aprender, mas agora só consigo acompanhar porque meus professores me ajudam”, conta.
Empurrãozinho
Na Faculdade Anhanguera, em São José dos Campos, a maioria dos alunos ingressa com algum tipo de dificuldade. Segundo Giuliane Garbi, diretor da instituição, são mais problemas comportamentais do que cognitivos.
“Todos estão prontos para aprender, mas muitos não estão acostumados, seja porque ficaram muito tempo fora da sala de aula, seja porque são jovens e ainda não têm maturidade para trabalhar em grupo. Alguns apresentam, às vezes, algum problema de aprendizado, mas temos todo um trabalho de suporte para que nenhum aluno desista”, explica.
Para ajudar os alunos, a Anhanguera montou um esquema com professores responsáveis apenas em observar e auxiliar quem apresenta mais dificuldade.
“O professor identifica quem está atrasado, ou com problemas, conversa e indica os cursos online de reposição, de reforço em português e matemática e, nos casos mais graves, quando há necessidade, o estudante é encaminhado para acompanhamento com uma equipe de psicopedagogos”, completa Garbi.
A Unitau (Universidade de Taubaté) mantém um grupo de estudos de reforço em diversas disciplinas para auxiliar quem tem alguma defasagem e está atrasado.
Já a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) tornou obrigatória a participação em cursos de recuperação, dos alunos que ingressaram com notas menor que 5 em português e matemática no vestibular. No seu processo seletivo a universidade passou a escalonar seus candidatos em três segmentos: os aprovados, os reprovados e os aprovados condicionados ao curso de aprimoramento.
“Aos aprovados condicionalmente, a Univap fornece um curso de aprimoramento a fim de recompor algumas deficiências básicas, habilitando- os para um desenvolvimento acadêmico mais efetivo. Esta ideia surgiu a dois anos, sendo um esforço contributivo da FVE-Univap”, destaca o reitor da universidade, professor doutor Jair Cândido de Melo.
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