Falta de perícia deixa corpo exposto mais de seis horas em Ilhabela

PM preserva local até chegada da perícia para retirada de corpo Divulgação O corpo de um homem de 61 anos, morador da Barra Velha, em Ilhabela, encontrado morto na varanda de sua residência na manhã de sexta-feira (18), ficou exposto diante de familiares e populares durante cerca de seis horas, tempo levado para uma equipe do IML […]

Escrito por: Thereza Felipelli e Mara Cirino2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
18/7/2014 - Policia Militar faz a preservação do local até chegada da perícia para retirada de corpo na Barra Velha, em Ilhabela (Divulgação)

PM preserva local até chegada da
perícia para retirada de corpo

Divulgação

O corpo de um homem de 61 anos, morador da Barra Velha, em Ilhabela, encontrado morto na varanda de sua residência na manhã de sexta-feira (18), ficou exposto diante de familiares e populares durante cerca de seis horas, tempo levado para uma equipe do IML (Instituto Médico Legal) chegar até o local.

Segundo parentes da vítima, o limpador de coqueiros morreu por volta das 10h30 e o IML só chegou às 16h30 para a retirada do corpo. Mesmo com unidades do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a Polícia Militar, que chegaram para a preservação do corpo, o instituto é o único órgão que poderia retirar o corpo do local.

O fato de Ilhabela não ter um posto do Instituto Médico Legal deixou a comunidade indignada.“É um absurdo não ter IML na ilha. A cena estava feia, o corpo já estava inchando. A gente agora vai ficar com essa imagem na cabeça”, disse um parente da vítima.

“Tem criança passando por aqui e essa cena lamentável”, falou um morador que preferiu não se identificar.

Perícia 
Para a retirada do corpo do senhor havia necessidade da presença dos peritos da Polícia Técnico-Científica, que logo pela manhã foram acionados para periciar um outro corpo encontrado entre Caraguatatuba e Pouso Alto.

Nesse meio tempo o local foi preservado por policiais militares e o delegado de Ilhabela, Cláudio Paganotto de Araújo, teria entrado em contato com a perícia por volta das 12h50, mas até as 16h30 o corpo ainda estava na residência.

Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica disse que o local foi periciado e liberado às 14h22 de sexta-feira para que o corpo fosse removido pelo serviço funerário municipal.

Questionada sobre a falta de profissionais na região –só há uma equipe que cobre de Ubatuba da divisa com Paraty (RJ) a Bertioga– a informação é que para ampliar o efetivo, está em andamento a maior contratação da história da Polícia Técnico-Científica, com 1.853 vagas. Os novos policiais serão distribuídos para todo o Estado.

“Em três anos, foram contratados 12 mil novos policiais civis, militares e científicos”, diz a nota, sem apontar quantos viriam para região ou se uma nova equipe será montada.

Publicado em: