Falta de professores substitutos revolta pais e servidores em Taubaté
Funcionários e pais de alunos da rede municipal de ensino de Taubaté denunciam a falta de professores na cidade. Segundo reclamações ouvidas pelo Meon, monitores estão fazendo o trabalho dos educadores e, em alguns casos, alunos são dispensados por falta de quem aplique as aulas.


Falta de professores revolta pais e funcionários em Taubaté
Flávio Pereira/Meon
Funcionários e pais de alunos da rede municipal de ensino de Taubaté denunciam a falta de professores na cidade. Segundo reclamações ouvidas pelo Meon, monitores estão fazendo o trabalho dos educadores e, em alguns casos, alunos são dispensados por falta de quem aplique as aulas.
“Os monitores estão assumindo as aulas porque não tem professor substituto. Mas o monitor não ganha para isso. Ele é contratado para auxiliar nas atividades do professor e não para substituí-lo. Com isso, as crianças é que saem prejudicadas”, relata uma professora da rede que pediu para não ser identificada por medo de retaliações.
Denúncia
A falta de professores substitutos não é novidade em Taubaté. No inicio do mandato de Ortiz Junior (PSDB), o prefeito concluiu um concurso para a contratação desses profissionais. Na época, janeiro de 2013, um levantamento apresentado na Câmara Municipal revelou que, dos 1.800 pedagogos que atuam na rede, cerca de 800 estavam afastados por licença médica.
Apesar da conclusão do concurso, os profissionais que estão nas escolas e os candidatos aprovados que aguardam vaga reclamam que poucos professores foram realmente convocados.
Com tantas reclamações, o caso voltou à Câmara, que enviou na última semana novo requerimento a Junior pedindo mais esclarecimentos sobre a situação dos professores da rede municipal de ensino.
“Nós queremos saber quantos professores estão em sala, quantos estão afastados, quantos foram convocados pelo concurso e, por fim, quantos monitores estão assumindo turmas de forma indevida. Se a prefeitura não esclarecer devidamente o assunto, com dados, vamos acionar o Ministério Público”, garante a vereadora Vera Saba, autora do requerimento.
Vera destaca ainda que, se for comprovado que os monitores estão realmente no lugar dos professores, a administração terá grandes problemas e pode ter que se explicar à Justiça. “Você não pode colocar um monitor que recebe pouco mais de mil reais para fazer o trabalho de outros que recebem o dobro, como o professor. Tem que convocar os professores que estão esperando e já prestaram concurso”, conclui.
Outro lado
Procurada pelo Meon, até o fechamento desta reportagem a Prefeitura de Taubaté ainda não havia se manifestado sobre o assunto.
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