Falta de repasse financeiro deixa servidores da Unitau sem cesta básica

Ex-presidente da Funcabes diz que não tinha receita para pagar o benefício

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
cpi_ouve_ex_presidente_da_funcabes_2c_eduvado_marques

Ex-presidente da Funcabes, Eduvaldo Marques, foi ouvido pela CPI da Unitau nesta quarta (2)

Divulgação/CMT

Em audiência pública da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Unitau, nesta quarta-feira (2), o ex-presidente da Funcabes (Fundação Caixa Beneficente dos Servidores da Universidade de Taubaté), Eduvaldo Marques, atribuiu o não recebimento de cestas básicas pelos servidores da Unitau durante três meses, em 2016, à falta de repasses financeiros naquele ano.

Na reunião conduzida pelo vereador e presidente da CPI, Nunes Coelho (PRB), Marques contou que, apesar de a Câmara de Taubaté ter aprovado suplementação para a Fundação no ano de 2016, o dinheiro não foi repassado.

“A questão fundamental da falta de receita sempre ao final do ano é histórica. A suplementação orçamentária sempre existiu. Quando assumimos [a presidência da Funcabes] em 2008, já havia suplementação anualmente. [Em 2016], tivemos lei aprovada e sancionada, e o recurso acabou não vindo. Se tivéssemos o recurso, não teríamos o problema”, disse o ex-presidente.

O pró-reitor de Finanças da Unitau desde 2016, Mario Peloggia lembrou que, quando assumiu o cargo, apresentou a situação financeira da Universidade a autoridades, mostrando a fase complicada pela qual passava a instituição, com restos a pagar e dívidas com o Instituto de Previdência do Município.

Ele afirmou que, em 2017, a Unitau quitou as dívidas, e houve suplementação à Funcabes de R$ 850 mil, que somado ao valor previsto no orçamento representou R$ 6.465.600 repassados à Fundação.

“Entendo que o que aconteceu [falta de cestas] foi na gestão anterior, em 2016, quando o orçamento previa R$ 5 milhões para a Funcabes. Foi feita solicitação de suplementação de R$ 1 milhão e parece que nesse momento não ocorreu a suplementação.  A suplementação aprovada não foi repassada no ano anterior ao da minha gestão”, frisou Peloggia.

A CPI da Unitau foi instituída pela Câmara de Taubaté em 2017 para investigar a falta de recursos para pagamentos de vale-transporte, cesta básica e plano médico dos funcionários da Unitau.

O Meon entrou em contato com a Unitau e, por meio de nota, a assesoria da universidade informou que a Funcabes (Fundação Caixa Beneficente dos Servidores da Universidade de Taubaté) atualmente utiliza o serviço de cartões de alimentação e não mais de cestas básicas.

Publicado em: