Falta de troco em ônibus vira caso de polícia em São Sebastião

Passageiros reclamam de falta de troco no transporte coletivo de São Sebastião Jorge Mesquita/IL Faz tempo que problemas com transporte público geram polêmicas e manifestações de usuários, mas em São Sebastião já virou caso de polícia. Aqui não é por 20, mas por cinco centavos que a briga foi declarada. Não é de hoje que […]

Escrito por: Jessyca Biazini3 min de leitura
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Passageiros reclamam de falta de troco no transporte coletivo de São Sebastião

Jorge Mesquita/IL

Faz tempo que problemas com transporte público geram polêmicas e manifestações de usuários, mas em São Sebastião já virou caso de polícia. Aqui não é por 20, mas por cinco centavos que a briga foi declarada. Não é de hoje que os moradores reclamam que entregam R$ 3 e não recebem o troco do motorista. A passagem, que custa R$ 2,95 na região central da cidade, levou o artista caiçara Henrique Cardim, 32 anos, a registrar um Boletim de Ocorrência contra a empresa de ônibus.

Cardim explica que não é pelos cinco centavos e sim pela postura dos profissionais que dirigem os coletivos. “A gota d’água foi quanto o motorista me disse que a passagem subiu e só eu que não estava sabendo. Além de não me dar o troco, ainda quis me ludibriar. Tive que correr atrás dos meus direitos”, afirma.

Cardim registou o Boletim de Ocorrência, na última quinta-feira, na delegacia central, e alegou que o motorista, que acumulava a função de cobrador, não devolveu os cinco centavos porque não tinha o troco. Segundo ele, a situação ocorreu no coletivo 1302, que fazia o trajeto Centro-Canto do Mar, às 8h42.

“Ele nem quis me dizer o nome dele. Limitou-se a dizer ‘anota aí e vai até a empresa’, apontado para o número do ônibus. Faz as contas pra ver o quanto eles ganham nesta brincadeira? Se todo dia eu fizer ida e volta são 10 centavos, no mês todo já são R$ 3. No ano já são R$ 36. Em uma viagem mais de 50 pessoas sobem no coletivo, deve dar um lucro danado estes cinco centavos”, ressalta.

Outros usuários também questionam a postura dos motoristas. É o caso da dona de casa Célia Aparecida, 37 anos, que também não concorda com a situação nos coletivos. “Esses cinco centavos nunca são devolvidos aos passageiros. Se eu não tenho, o motorista não deixa subir por R$ 2,90. Resumindo, quem perde é sempre quem utiliza o transporte público”, comenta.

O prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi (PPS), ficou surpreso ao saber dos comentários de reajuste no valor da passagem. “Não tem sentido aumentar cinco centavos. Isso deve ser problema com o motorista em não dar o troco”, disse. No entanto, ele admite que esteja em estudo a planilha apresentada pela empresa, uma vez que há três anos o valor da passagem não sofre alterações. “Teve aumento de pneu, diesel, salário dos funcionários. Milagre ninguém faz, mas estamos estudando”, afirma.

A empresa de ônibus Ecobus ressalta que é obrigação dos motoristas oferecerem o troco e que eles devem manter boa conduta em relação aos usuários. Quanto ao caso do Boletim de ocorrência, o condutor já foi identificado e orientado, pois todos eles devem oferecer os R$ 0,05. “Inclusive, disponibilizamos na tesouraria da empresa moedas para estas situações, pois esta é a norma”, afirma em nota.

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