Falta de verba causa suspensão de atividades de pesquisa no Inpe

Mais de 100 bolsistas que atuam no instituto deixarão de atuar sem o recurso

Escrito por: Andressa Lorenzetti2 min de leitura
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O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) comunicou a suspensão dos trabalhos de pelo menos 107 bolsistas, que atuam em atividades de pesquisa, por falta de recurso. Eles fazem parte do programa PCI (Programa de Capacitação Institucional) e atuam em modalidades estratégicas que incluem lançamento de satélites como o Amazônia 1, que deve ser lançado no dia 28 de fevereiro, além da previsão do tempo e monitoramento.

O Inpe explica que seriam necessários R$ 4 milhões para manter as bolsas. Os valores variam de acordo com projeto e grau de especialidade e para concorrer é preciso dedicação exclusiva, ou seja, não manter qualquer outro vínculo trabalhista.

As bolsas têm duração de cinco anos, sendo renovadas anualmente em fevereiro de forma automática. Em 2021, os profissionais teriam sido surpreendidos com a suspensão na última segunda-feira (1) e sem previsão de renovação e pagamento.

Negociação com o Governo Federal

De acordo com nota divulgada pelo Inpe, “o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação informou que está empenhado em obter os recursos orçamentários requeridos para manter o pagamento regular das bolsas PCI”.

Informou ainda que a Secretaria das Unidades Vinculadas, do MCTI, está confiante na resolução da pendência e sugere que os bolsistas não tenham os trabalhos desmobilizados, de forma a não prejudicar o andamento dos projetos em curso.

“O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE reitera seu compromisso na busca de uma solução e informa a todos que estamos em constante contato com o MCTI, com a SUV e com o CNPq para resolver esta questão. Não obstante, solicita aos bolsistas não realizarem atividades vinculadas a este instituto até que a situação seja regularizada”, finaliza.

A direção do Inpe, relata ainda dificuldades orçamentárias. Em janeiro deste ano, o saldo negativo foi de R$ 200 mil e em fevereiro, pode passar de R$ 3 milhões. A situação estaria impedindo pagamentos.

O Portal Meon entrou em contato também com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para saber se houve algum avanço sobre a regularização da verba das bolsas e sobre os problemas financeiros enfrentados pelo instituto, mas até o momento ainda não houve resposta, seguimos no aguardo.

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