Filha de gestante encontrada morta em Paraibuna recebe alta de hospital

Criança foi encaminhada para um abrigo em Duque de Caxias (RJ)

Escrito por: Da redação4 min de leitura
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Criança estava em UTI Neonatal de hospital

Reprodução/Polícia Civil



A filha de Leila Santos, 39 anos, teve alta nessa quinta-feira (26) da UTI Neonatal do Hospital Municipal Dr. Moacyr do Carmo em Duque de Caxias (RJ). 
A criança, que nasceu após a mãe ser morta e ter o corpo abandonado próximo à represa de Paraibuna, foi encontrada no dia 14 de julho pelos policiais do Core (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro) na Favela do Lixão, na cidade fluminense.

De acordo com informações da Prefeitura de Duque de Caxias, a criança, de aproximadamente 2,7 Kg, teve alta na quinta-feira e foi encaminhada por uma comissária da Infância e Juventude da cidade para um abrigo de crianças, chamado Lar Jesus é Amor.

A ação foi feita para cumprir a Medida Protetiva de Acolhimento Institucional expedida pela Justiça.

A família de Leila Santos, de 39 anos, que foi morta e teve a criança arrancada do útero, já manifestou interesse em ficar com a menina recém-nascida.


Cronologia do Caso


4 de julho-  quarta-feira

14h – Polícia Militar recebe a ligação de funcionários da balsa da represa de Paraibuna avisando ter encontrado um corpo.

15h – A equipe policial chega ao local e identifica o corpo sendo de uma mulher negra. A vítima vestia roupas comuns e estava com o corpo e rosto queimados. Ao lado do corpo foram encontrados um cordão umbilical e uma placenta.

16h – Equipe de investigação criminal chega ao local do crime. Provas foram recolhidas e é constatado que a vítima estava com a barriga dilacerada e teria passado por uma cesariana no local. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Jacareí e identificado como Leila dos Santos, 39 anos, sem residência fixa.

5 de julho – quinta-feira

10h – Durante a investigação do caso, funcionários do cartório de registro civil entram em contato com a Polícia Militar e informam que uma mulher havia tentado registrar um recém-nascido sem documentação. A PM foi informada que a criança teria nascido em uma casa na zona rural da cidade próximo à Salesópolis, a 47 km de distância do centro de Paraibuna. No local nenhum vizinho reconheceu os suspeitos pelas imagens fornecidas pela polícia.

11 de julho – quarta-feira

15h – Polícia Civil decreta a prisão preventiva da suposta mãe e do homem que a acompanhou ao cartório. A dupla está foragida e permanece sendo procurada pela policia.

12 de julho – quinta-feira

Família reconhece o corpo da vítima e polícia procura por suspeitos.

13 de julho – sexta-feira

11h30 – Corpo da vítima é sepultado no Cemitério Colônia Paraíso no Jardim Morumbi em São José dos Campos.


14 de julho – sábado

7h – Bebê de gestante morta em Paraibuna é localizado no Rio. Os suspeitos Maria Terezinha Generoso Rodrigues Vieira e Nicolas Lopes são presos.

20h – Casal é trazido de Duque de Caxias (RJ) pela Polícia Civil de Paraibuna para a região. A mulher ficará presa em Santa Branca e o homem, em Jacareí. O bebê permanecerá internado no Rio por um período de dez dias.

15 de julho – domingo

A Polícia Civil identifica pelo menos mais dois suspeitos de envolvimento na morte da gestante Leila dos Santos. Nicolas presta depoimento ao delegado Raian Braga de Araújo por cerca de cinco horas. Ele teria confessado envolvimento no crime, mas negou intenção de matar Leila.

16 de julho – segunda-feira

Justiça decreta prisão Noel Felipe Pereira Medeiros, de 18 anos, e Mara Rúbia Barbosa, de 39.

17 de julho – terça-feira

Felipe e Mara são presos e prestam depoimento. Segundo a polícia, eles confirmam participação no crime, mas alegam que não mataram Leila.


30 de julho – Segunda-feira

Polícia faz reconstituição do crime e tem a confirmação que Nicolas deu a facada e fez o parto improvisado. Como ainda há dúvidas sobre o papel de cada um dos quatro acusados no crime, a polícia deverá fazer acareação entre os quatro acusados em data a ser agendada.

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