Ford anuncia novo lay-off para 116 de funcionários na unidade de Taubaté

A Ford de Taubaté anunciou nesta quinta-feira (4) a implantação de um novo lay-off para 116 trabalhadores que vão ficar cinco meses com os contratos suspensos a partir da próxima segunda-feira (8). A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté ainda tenta negociar com a montadora a redução no número de funcionários atingidos.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Montadora anuncia plano de suspensão de contratos em Taubaté

Divulgação/Ford

A Ford de Taubaté anunciou nesta quinta-feira (4) a implantação de um novo lay-off para 116 trabalhadores que vão ficar cinco meses com os contratos suspensos a partir da próxima segunda-feira (8). A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté ainda tenta negociar com a montadora a redução no número de funcionários atingidos.

É o segundo lay-off aberto pela montadora, que justificou, em reunião com os sindicalistas, a necessidade dos trabalhadores participarem do plano por conta do cenário industrial no setor automobilístico, que segue em baixa.

“Buscamos de todas as maneiras alternativas para evitar demissões na planta. E o lay-off está entre essas alternativas. Vamos continuar lutando para que todos esses trabalhadores possam retornar para a fábrica”, afirma Cláudia Albertina Marques da Silva, coordenadora do Comitê Sindical de Empresa da Ford.

Ao todo, a planta de Taubaté passa a ter 224 trabalhadores inseridos no lay-off. Em agosto, outros 108 foram inseridos no plano. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Ford afirma que o objetivo do “lay-off é ajustar a produção à demanda do mercado”.

Volks
Depois de dez dias de férias coletivas, os 4.500 funcionários da Volkswagen de Taubaté retornaram ao trabalho nesta quinta-feira (4). O número corresponde a 90% do quadro de trabalhadores da montadora.

GM
Na próxima segunda-feira (8), a GM também inicia o plano de lay-off com 930 de funcionários que vigora até o dia 7 de fevereiro de 2015. Durante a suspensão do contrato, os trabalhadores vão ter seus direitos trabalhistas suspensos temporariamente, não vão comparecer ao trabalho, mas continuam recebendo o mesmo salário de quando deixaram suas funções.

Parte deste montante é garantido pelo Governo Federal, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), mesmo órgão responsável pelo seguro desemprego.

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