Fred Guidoni: “Campos do Jordão está no caminho da modernidade”

Natural de Ribeirão Preto, Fred Guidoni chegou em Campos do Jordão em 1999. Eleito prefeito pelo PSDB com 8.783 votos, diz que seu primeiro desafio foi restabelecer a situação financeira da prefeitura, que acumulava mais de R$ 40 milhões em dívidas.

Escrito por: Beatriz Scotti3 min de leitura
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Prefeito Fred Guidoni (PSDB)

Divulgação/Roosevelt Cássio/Comgás

Natural de Ribeirão Preto, Fred Guidoni chegou em Campos do Jordão em 1999. Eleito prefeito pelo PSDB com 8.783 votos, diz que seu primeiro desafio foi restabelecer a situação financeira da prefeitura, que acumulava mais de R$ 40 milhões em dívidas.

Agora, o objetivo de Guidoni é colocar Campos do Jordão no caminho da modernidade. Para isso, tem investindo em obras de infraestrutura. Em entrevista ao Meon, o prefeito fez um balanço do congresso da APM (Associação Paulista de Municípios) realizado em março na cidade.

Há projetos de desenvolvimento para a cidade?
Tem muita obra de infraestrutura sendo feita. A gente está na fase de licitação e liberação de recursos do Estado ou do Governo Federal justamente para colocar Campos no caminho do desenvolvimento sustentável. Vale lembrar que a estância é uma área de proteção ambiental permanente e o que temos de mais importante aqui é a natureza.

Inauguramos no dia 22 de março a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) mais moderna da América Latina, que devolve um efluente absolutamente transparente. Você só não pode beber, mas é uma água que volta limpa para os rios. Tem muita coisa acontecendo. Vamos fazer a revitalização de todo eixo do portal de entrada até o Capivari, que vai ganhar contornos de modernidade. São investimentos que vão mudar a história da cidade de uma maneira positiva.

Quais são os maiores desafios da prefeitura?
O primeiro grande desafio foi ter recebido uma cidade com muitas dívidas. Um orçamento de R$ 120 milhões, mas com R$ 40 milhões de restos para pagar. Esse talvez tenha sido o maior desafio do primeiro ano: replanejar uma cidade que estava em decadência, abandonada. Já vencemos esse desafio, e agora é colocar a cidade nos trilhos. Estamos projetando Campos para 20 anos à frente e o maior desafio é manter o desenvolvimento sem agredir o meio ambiente, fazer a cidade crescer e se desenvolver de maneira sustentável.

Qual a maior qualidade de Campos?
Sou suspeito para dizer, essa cidade é a melhor do país. Em primeiro lugar, a hospitalidade do povo jordanense, seguindo o nosso típico friozinho de cidade de montanha. Nossa natureza é exuberante. Temos um clima que não se encontra igual e o melhor ar do mundo reconhecido por uma instituição internacional.

Como avalia o saldo do congresso da APM (Associação Paulista de Municípios) realizado em março na cidade?
Positivo em dois aspectos. Primeiro porque movimentou a cidade no que chamamos de baixa estação. Mais de 6.000 congressistas que geraram renda, geraram emprego e movimentaram a nossa economia. Importante também por ser um ano político e pudemos debater o cotidiano dos municípios com o tema dos horizontes das gestões política e administrativa. Virou uma carta, a Carta de Campos do Jordão, que vai ser endereçada aos governos estadual e federal com as nossas reivindicações.

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