Funcionários da Gerdau iniciam greve em Pinda; sindicatos negociam salário de 82 mil na RMVale
Cerca de 2.200 metalúrgicos da Gerdau, entraram em greve na manhã desta sexta-feira (3) em Pindamonhangaba. Os metalúrgicos estão em campanha salarial e pedem abono de R$ 1.800 e reajuste de 10%. Na RMVale 82 mil metalúrgicos aguardam o desfecho das negociações de 2014.


Funcionários da Gerdau aprovam greve por tempo inderteminado em Pinda
Divulgação/SindMetalPinda
Cerca de 2.200 metalúrgicos da Gerdau entraram em greve na manhã desta sexta-feira (3), em Pindamonhangaba. Os metalúrgicos estão em campanha salarial e pedem abono de R$ 1.800 e reajuste de 10%. Em contraproposta, a Gerdau ofereceu abono de R$ 1 mil e reajuste de R$ 6,35%, referente ao repasse da inflação do período. Mas, em assembleia nesta sexta, o primeiro turno formado por 1.400 operários rejeitou a proposta e deflagrou a paralisação.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, a greve se manterá enquanto a empresa não apresentar uma nova proposta. “Um dos diretores já me ligou e está vindo do sul de Minas Gerais para conversar conosco. Então acredito que ainda nesta sexta-feira teremos uma nova proposta. Se for dentro do que os trabalhadores esperam, voltam ao trabalho, caso contrário, a greve continua”, afirma o presidente do sindicato, Renato Marcondes.
A Gerdau informou, em nota, que está em processo de negociação para acordo coletivo de trabalho e que sua usina em Pindamonhangaba, segue em operação. “A empresa reitera que seu objetivo é preservar condições justas de trabalho e remuneração, levando em consideração o desafiador cenário atual da indústria do aço. A Gerdau reafirma ainda que o seu relacionamento com as entidades sindicais pauta-se pelo diálogo aberto e transparente, com a busca da geração de ganhos mútuos”, destaca o trecho final da nota.
Campanha salarial
Na RMVale, 82 mil metalúrgicos aguardam o desfecho das negociações de 2014. Os cinco sindicatos que representam a base dos trabalhadores estão em campanha salarial desde o dia 1º de setembro, com previsão de ser encerrada em 30 de outubro.
Ao todo, essas entidades representam metalúrgicos em 17 cidades da região. Ligados as três maiores centrais sindicais do país -Conlutas, CUT e Força Sindical- as entidades cobram por reajustes entre 9 e 11%, com o repasse da inflação em 6,35%.
Com exceção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e Região e o de Pindamonhangaba, os demais sindicatos vinculados a CUT e a Força Sindical, fazem suas negociações de forma unificada, em São Paulo, ou seja, o valor dos reajustes e dos abonos são negociados com as empresas e sindicatos patronais com as centrais para o estado inteiro.
Atualmente estão em greve, além dos funcionários da Gerdau de Pinda, outros 160 funcionários da Friuli em São José dos Campos. Na fábrica de São José, os metalúrgicos estão parados desde segunda-feira (29) e ainda esperam uma proposta da empresa.
CAMPANHA SALARIAL 2014
Metalúrgicos
Reajuste mínimo (inflação) – 6,35%
Sindicato de São José dos Campos e Região
Base: São José dos Campos, Jacareí, Caçapava e Santa Branca
Operários: 43,5 mil
Sindicato de Taubaté
Base: Taubaté
Operários: 19 mil
Sindicato de Pindamonhangaba
Base: Pinda, Roseira e Moreira César
Operários: 8 mil
Sindicato de Cruzeiro
Base: Cruzeiro
Operários: 6,5 mil
Sindicato de Lorena
Base: Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Potim, Cunha, Cachoeira Paulista, Canas e Piquete
Operários: 5 mil
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