Funcionários da Imbel entram em greve em Piquete

Cerca de 400 funcionários da Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil) entraram em greve na manhã desta segunda-feira (14) em Piquete. Os trabalhadores reivindicam aumento e abono salarial, reajuste dos benefícios como vale alimentação e revisão do plano de cargos e salários.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Cerca de 400 funcionários da Imbel (Industria de Material Bélico do Brasil) entraram em greve na manhã desta segunda-feira (14) em Piquete. Os trabalhadores reivindicam aumento e abono salarial, reajuste dos benefícios como vale alimentação e revisão do plano de cargos e salários.

Procuramos os militares e até o momento não quiseram negociar. Se continuar assim vamos até Brasília falar com a presidente Dilma, e tentar garantir os nossos direitos

Luiz Carlos da Silvapresidente do Sindicato dos Químicos

Segundo o Sindicato dos Químicos de Lorena, Piquete e Região, a greve foi votada em assembléia realizada na última sexta-feira (11), com adesão de cerca de 90% dos funcionários. “Nós fizemos a votação pela greve utilizando cédulas de papel, de forma transparente. Todos queremos ser valorizados, com um aumento real de no mínimo 15%”, afirma o presidente da entidade, Luiz Carlos da Silva.

Silva ressalta ainda que a  direção da fábrica de armamentos, vinculada ao Ministério da Defesa, ofereceu aumento de  5,86%, baseado no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que mede a inflação no país. “Não vamos aceitar esse aumento, porque ele não é real. Procuramos os militares e até o momento não quiseram negociar. Se continuar assim vamos até Brasília falar com a presidente Dilma, e tentar garantir os nossos direitos” conclui.

Segundo a CSP-Conlutas, central que também representa a categoria, cerca de dois mil trabalhadores nas cinco unidades da Imbel no Rio de Janeiro, em Magé (RJ), Itajubá (MG), Juiz de Fora (MG) e Piquete (SP), aderiram à paralisação. Em Itajubá,  responsável pela produção dos novos fuzis IA2, são 800 operários parados.

Os trabalhadores estão em campanha salarial desde o inicio de abril,  de acordo com a data base estabelecida pelo Ministério do Trabalho para esta categoria.

Procurada pelo Meon, até o fechamento desta reportagem a direção da Imbel ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

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