Funcionários da J. Macedo entram em greve em São José por atraso da PLR
Sindicato declara que empresa descumpriu acordo sem esclarecimentos


Segunda parcela da PLR estava prevista para ser paga no dia 30 de abril
Arquivo/SITAlimentação
Os funcionários da empresa alimentícia J. Macedo, em São José dos Campos, entraram em greve no início da manhã desta quarta-feira (2) em reivindicação ao pagamento da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de São José dos Campos e região declara que a empresa não teria cumprido o acordo do depósito do benefício em abril e ainda não teria se manifestado sobre o atraso.
“Foi combinado, que caso a empresa não alcançasse a meta, seria pago um valor mínimo de R$ 1 mil até o dia 30 de abril, porém não caiu na conta de nenhum trabalhador. Na primeira parcela eles já haviam atrasado 15 dias, mas avisaram e alegaram problema de caixa. E agora não estão falando nada”, explica o diretor do SITAlimentação, Luciano Moura.
Dos mais de 400 funcionários, os trabalhadores do 1º turno e do administrativo já aderiram à greve. Outras assembleias devem ser realizadas na entrada do 2º e 3º turno, durante todo o dia, para confirmar a adesão total.
“Os trabalhadores já haviam recebido a primeira parcela de R$ 2.450, e a segunda poderia chegar a R$ 2 mil. Entretanto, eles não passam nenhuma informação, como não compareceram na reunião da última semana. Estamos em greve por tempo indeterminado, até o pagamento da PLR”, conta o diretor.
Outro lado
A empresa alimentícia ‘J. Macedo’, em relação à paralisação dos funcionários, se manifestou por meio de uma nota esclarecendo que não teria batido a meta e que o acordo do PPR (Programa de Participação nos Resultados) foi formalizado de acordo com a legislação vigente, com a participação de Comissão Paritária e prevendo expressamente a condição de atingimento de resultados financeiros corporativos para o pagamento do PPR 2017, o que efetivamente não teria ocorrido.
“Conforme os resultados da empresa publicados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e no site da empresa (www.jmacedo.com.br), não foram atingidas as metas financeiras corporativas mínimas que habilitavam o referido pagamento. Portanto, não há exigibilidade legal para o pagamento do PPR 2017″, declara.
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