Funcionários da J. Macedo entram em greve em São José por atraso da PLR

Sindicato declara que empresa descumpriu acordo sem esclarecimentos

Escrito por: Marcus Alvarenga2 min de leitura
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Funcionários da J. Macedo, em São José, entram em greve por atraso da PLR (Divulgação/SITALimentação)

Segunda parcela da PLR estava prevista para ser paga no dia 30 de abril

Arquivo/SITAlimentação

Os funcionários da empresa alimentícia J. Macedo, em São José dos Campos, entraram em greve no início da manhã desta quarta-feira (2) em reivindicação ao pagamento da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de São José dos Campos e região declara que a empresa não teria cumprido o acordo do depósito do benefício em abril e ainda não teria se manifestado sobre o atraso.

“Foi combinado, que caso a empresa não alcançasse a meta, seria pago um valor mínimo de R$ 1 mil até o dia 30 de abril, porém não caiu na conta de nenhum trabalhador. Na primeira parcela eles já haviam atrasado 15 dias, mas avisaram e alegaram problema de caixa. E agora não estão falando nada”, explica o diretor do SITAlimentação, Luciano Moura.

Dos mais de 400 funcionários, os trabalhadores do 1º turno e do administrativo já aderiram à greve. Outras assembleias devem ser realizadas na entrada do 2º e 3º turno, durante todo o dia, para confirmar a adesão total.

“Os trabalhadores já haviam recebido a primeira parcela de R$ 2.450, e a segunda poderia chegar a R$ 2 mil. Entretanto, eles não passam nenhuma informação, como não compareceram na reunião da última semana. Estamos em greve por tempo indeterminado, até o pagamento da PLR”, conta o diretor.

Outro lado

A empresa alimentícia ‘J. Macedo’, em relação à paralisação dos funcionários, se manifestou por meio de uma nota esclarecendo que não teria batido a meta e que o acordo do PPR (Programa de Participação nos Resultados) foi formalizado de acordo com a legislação vigente, com a participação de Comissão Paritária e prevendo expressamente a condição de atingimento de resultados financeiros corporativos para o pagamento do PPR 2017, o que efetivamente não teria ocorrido.

“Conforme os resultados da empresa publicados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e no site da empresa (www.jmacedo.com.br), não foram atingidas as metas financeiras corporativas mínimas que habilitavam o referido pagamento. Portanto, não há exigibilidade legal para o pagamento do PPR 2017″, declara.

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