Funcionários da Urbam encerram greve de 15 dias em São José
Os trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) decidiram em assembleia, realizada nesta terça-feira (4), pelo fim da greve que começou no dia 21 de outubro e o retorno às atividades nesta quarta-feira (5). A volta ao trabalho acontece mesmo após a categoria não conseguir chegar a um acordo com a Urbam sobre o reajuste salarial de 3% para funcionários que ganham acima do piso.


Trabalhadores estavam parados desde 21 de outubro
Flavio Pereira/meon
Os trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) decidiram em assembleia, realizada nesta terça-feira (4), pelo fim da greve que começou no dia 21 de outubro e o retorno às atividades nesta quarta-feira (5). A volta ao trabalho acontece mesmo após a categoria não conseguir chegar a um acordo com a Urbam sobre o reajuste salarial de 3% para funcionários que ganham acima do piso.
Em audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira (3), em Campinas, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) deu um prazo de 10 dias para que o Seaac (Sindicato dos Empregados e Agentes Autônomos do Comércio e Empresas de Assessoramento) se manifeste sobre a proposta que a Urbam apresentou para os salários acima do piso salarial -único ponto que resta ser definido para o término das negociações entre a empresa e categoria. Se não houver acordo, o caso será encaminhado para julgamento.
“A Urbam não apresentou nenhuma nova proposta, ela manteve a de um abono salarial de R$ 35 por mês a partir de janeiro do ano que vem. Essa proposta já havia sido rejeitada pelos trabalhadores. Queremos 3% de aumento real nos salários”, diz o presidente do Seaac, Marcelo Ribeiro. “Agora vamos aguardar o julgamento”, finaliza.
Desde 21 de outubro, os trabalhadores em greve fizeram paralisações em algumas secretarias da prefeitura e atrasaram a saída e entrada de veículos no aterro sanitário da cidade. Na última quinta-feira (30), a Prefeitura de São José dos Campos registrou boletim de ocorrência após um grupo de cerca de 30 manifestantes tentar invadir o 7º andar do prédio, mesmo andar do gabinete do prefeito Carlinhos Almeida (PT) e de assessores diretos.
Na audiência desta segunda-feira (3), a Urbam deixou claro que pretende descontar os dias paralisados. “A Urbam esclarece que a legalidade da paralisação não foi discutida na audiência. O desembargador responsável pelo caso não emitiu nenhuma decisão nesse sentido”, diz a empresa em nota.
Segundo a Urbam, por determinação do TRT, o sindicato não pode parar os serviços essenciais da empresa. “Limpeza pública, tratamento de resíduos sólidos e manutenção dos cemitérios não foram interrompidos em nenhum momento da paralisação”.
Por meio da assessoria, a Urbam informa que a paralisação foi pontual e atingiu cerca de 35 funcionários, sem comprometer as atividades da empresa. No total, a urbanizadora conta com três mil servidores. A Urbam não informou qual foi a proposta apresentada para o sindicato até o fechamento desta reportagem.
Julgamento
Apesar de prometer a volta ao trabalho para esta quarta-feira (5), o sindicato continua a disputa judicialmente por não aceitar a proposta apresentada pela Urbam. Enquanto isso, os funcionários mantêm o estado de greve por tempo indeterminado.
Em nota enviada à imprensa na tarde desta terça-feira, a Urbam afirma não ter sido ainda notificada sobre o final da paralisação pela liderança do sindicato. Ainda segundo a nota, a empresa diz que aguarda o posicionamento da categoria sobre as propostas apresentadas durante a audiência de conciliação.
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