Ganhadores de casas populares em Canas reclamam de falta de estrutura
Famílias são obrigadas a comprarem postes e construírem muros; falta de pavimentação prejudica dia a dia.


Mãe e criança em meio a materiais utilizados para construção de muros
Jornal Atos
Há cerca de um mês, as trinta famílias de Canas comtempladas com moradias do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, receberam a permissão da Prefeitura para ocuparem seus novos lares no bairro Santa Terezinha. Mas para a surpresa dos moradores, eles encontraram um cenário bem diferente do que esperavam.
A construção das casas populares, iniciada no final de 2011, beneficiou principalmente famílias que moravam na área de uma antiga empresa de cerâmica, falida há décadas. Ao se aproximar das moradias, recém-entregues, chamam a atenção a falta de pavimentação e de muros na área.
Segundo um morador, que não quis se identificar, temendo represálias, todos esperavam que o local contasse com uma melhor infraestrutura. “Agente está tendo que pagar do bolso para levantar os muros e comprar os postes de energia. O meu poste custou R$ 500 e para mim, que vivo com um salário mínimo, esse gasto pesou muito. Além disso, a Prefeitura falou que os banheiros iriam ser entregues azulejados, o que não aconteceu”, protestou.
Ele relatou as dificuldades que os moradores enfrentam pela falta de pavimentação adequada. “Ninguém aguenta esta poeirada toda. Quando chove, a rua fica pura lama e somos obrigados a fazer um caminho alternativo para conseguir entrar nas casas. Antes de entregar aqui, eles poderiam pelo menos ter bloqueteado a rua”.
Para outro morador, que também preferiu não se identificar, frustração é a palavra que define o sentimento das famílias comtempladas com as moradias. “Lógico que para quem não tem nada, ganhar uma casinha é muito importante. Só que não imaginávamos que ia vir faltando tanta coisa. Tomara que a Prefeitura tome alguma providencia e pelo menos nos ajude calçando aqui”.
Resposta
Além de pedir informações técnicas sobre a construção dos imóveis, a reportagem do Jornal Atos solicitou um posicionamento da Prefeitura sobre os problemas levantados pelos moradores do Santa Terezinha, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi enviada.
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