Gil Rugai é transferido para P2 de Tremembé e aguarda habeas corpus

O publicitário e ex-seminarista Gil Rugai, condenado por matar o pai e a madrasta em 2004, foi transferido para a penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé, na tarde desta quarta-feira (5), por volta das 17h45, pela Polícia Civil.

Escrito por: Marcus Alvarenga*2 min de leitura
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Gil Rugai vai permanecer em regime fechado na P2 de Tremembé

Divulgação

O publicitário e ex-seminarista Gil Rugai, condenado por matar o pai e a madrasta em 2004, foi transferido para a penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé, na tarde desta quarta-feira (5), por volta das 17h45, pela Polícia Civil.

Rugai teve a prisão decretada nesta terça-feira (4) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou a anulação do julgamento realizado em fevereiro de 2013, no qual o publicitário foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão em regime fechado.

Segundo o advogado de defesa, Marcelo Feller, a entrega foi combinada com a Polícia Civil na noite de terça-feira e o ex-seminarista foi preso na casa da avó materna por volta das 7h40 da quarta-feira (5). Rugai foi encaminhado ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e passou por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) antes de ser tranferido para Tremembé.

Os policiais, por temerem pela segurança do condenado, definiram o seu encaminhamento para o presídio de Tremembé depois de informações de que outros presos no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros poderiam hostilizá-lo e ameaçar a sua integridade física. Outro motivo da escolha do P2 seria pela unidade não ter atuação de facções criminosas e manter presos conhecidos pela mídia, entre eles Suzane Richthofen, Alexandre Nardoni, Lindemberg Alves e o médico Roger Abdelmassih.

O advogado entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento nenhum desembargador em Brasília apreciou o pedido e não há previsão de resposta dos tribunais.

Crime
O crime aconteceu dentro da casa de Luiz Carlos Rugai, pai do estudante, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. De acordo com a acusação feita pela promotoria e aceita pelos jurados durante o julgamento do caso, em fevereiro de 2013, o estudante cometeu o crime por dinheiro. Luiz Carlos Rugai havia descoberto que o filho desviava recursos da empresa da família. Porém, Gil Rugai ainda nega ser o autor dos disparos que mataram seu pai e Alessandra Troitino, a madrasta, em 28 de março de 2004.

(* com informações do Estadão Conteúdo)

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