Greve deve mobilizar 2 mil bancários no Vale do Paraíba
Segundo os sindicatos, a maioria das agências deve ficar paralisada; caixas eletrônicos funcionarão normalmente.


Paralisação começa na terça-feira (6) e deve atingir todas as cidades da região
Flavio Pereira/Meon
Os bancários de São José dos Campos e região decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira (6) por prazo indeterminado, após assembleias realizadas na quinta (1º), segundo informações do sindicato dos bancários, a greve deve atingir todas as cidades da RMVale.
Nesta terça-feira é esperada a adesão imediata dos funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Já nas agências dos bancos privados, a expectativa é de uma maior adesão ao longo do movimento. Em São José dos Campos, o sindicato espera que a greve deva abranger cerca de 70% da base de funcionários. Em Taubaté, cerca de 400 funcionários podem aderir à greve meta do sindicato é atingir de 40% das 80 agências. Na região de Guaratinguetá, que abrange 16 cidades, algumas agências de bancos públicos – Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil – devem ficar sem greve, ao menos por parte do dia.
A categoria pede reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66. Na última sexta-feira (25), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste salarial de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23. A proposta foi rejeitada pela categoria nas assembleias desta quinta.
O que pede a categoria e o que oferecem os bancos
Os bancários querem reajuste salarial de 16%, com piso de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. E pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
A proposta apresentada pela Febraban na última no dia 25 de setembro, rejeitada em assembleias, oferece reajuste salarial de 5,5%, com piso entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23. A Federação propôs ainda PLR pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional (2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16). Foram também propostos os seguintes benefícios: auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros.
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