Greve dos bancários ameaça atingir todas cidades da região nesta terça

Aprovada na semana passada, a greve dos bancários ameaça suspender a partir desta terça-feira (30) o atendimento ao cliente em até 322 agências da RMVale. A greve é uma orientação do Comando Nacional dos Bancários que já havia se posicionado contra a proposta de reajuste salarial de 7,5% ofertada pela Fenaban (Federação Brasileira de Bancos) na última sexta-feira (26).

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Sindicato dos Bancários de São José e Região vai paralisar atividades em agências

Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Aprovada na semana passada, a greve dos bancários ameaça suspender a partir desta terça-feira (30) o atendimento ao cliente em até 322 agências da RMVale. A greve é uma orientação do Comando Nacional dos Bancários que já havia se posicionado contra a proposta de reajuste salarial de 7,5% ofertada pela Fenaban (Federação Brasileira de Bancos) na última sexta-feira (26).

A presidente do Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região, Maria de Lourdes de Oliveira, afirma que a greve deve atingir todas as agências bancárias. Dos 3.200 funcionários da área de abrangência do sindicato de São José, a maior parte está concentrada na maior cidade da região, onde mais de mil trabalhadores atuam nas agências.

“Nossa expectativa é que os funcionários façam a adesão gradativamente durante o dia e aumentem a nossa mobilização durante a semana. Queremos chamar atenção da Fenaban, pois o que nos oferecem de reajuste é vergonhoso, apenas 0,35 centavos”, afirma a presidente.

Os líderes sindicais pedem 12,5% de reajuste nos salários, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 6.247 e piso de acordo com o salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho).

De acordo com o sindicato, as propostas apresentadas pela Febraban seriam insuficientes. “Tentaram abrir as renegociações das propostas e nos chamaram para uma reunião para oferecer algo insignificante. Foi um desaforo quando recebemos a proposta”, comenta Maria de Lourdes.

A sindicalista afirma que não há data para o fim da greve e destaca que a maioria das paralisações da categoria durou, no mínimo, sete dias. “No ano passado a greve durou 22 dias de muita luta e reivindicação. A intenção deles é nos cansar, mas vamos defender o bancário e lutar por propostas importantes para a categoria”, completa.

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