Greve dos bancários deixa 96% das agências fechadas no Vale e Litoral

Dos 331 bancos na região, 318 estão com as atividades paralisadas

Escrito por: Rodrigo Machado3 min de leitura
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População se sente prejudicada com a greve

Arquivo Pessoal

A greve dos bancários entra na quarta semana com 96,07% das agências do Vale do Paraíba fechadas para o atendimento ao público. Das 331 agências, 318 estão com as atividades paralisadas. A categoria, que está parada desde o dia 6 de setembro, pede reposição da inflação e aumento real.

Os dados são das três bases regionais do Sindicato dos Bancários – São José dos Campos, Taubaté e Guaratinguetá. Sem acordo com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), representantes informaram ao Meon que não há previsão para dar fim à greve. 

“A última (greve) durou 21 dias no ano passado. Não há alternativa para conseguirmos a reposição da inflação e aumento real. Estamos aguardando a proposta da Fenaban (que representa os bancos) e a orientação da Federação, já que a greve é nacional”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São José e Região, Geraldo Soares dos Santos. “A população está prejudicada, a gente sendo xingada, mas não tem outro jeito”, completou.

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Evelyn diz que contas ficaram atrasadas

Divulgação

A categoria pede R$ 14,78%, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 8.317,90 e piso de R$ 3.940,24. Só em São José, cidade com maior número de bancos no Vale, 101 das 105 agências permanecem com as portas fechadas e a população se sente prejudicada.

É o caso da dona de casa Evelyn Kremer Souza, 40 anos. “Atrasei a prestação do carro e não consegui pagar em uma lotérica. Tive que pagar mais de R$ 40 para emitir outro boleto, além de juros. Ao todo gastei R$ 75 a mais do que tinha que pagar. Em época de crise acho um absurdo esse povo fazer greve. Tanta gente precisando trabalhar e eles prejudicando”, disse.

Em toda a base do sindicato de São José e região – responsável por outras 12 cidades -, são 178 agências ‘paradas’. “Na atual situação acho que uma greve complica cada vez mais a vida das pessoas. Tive problemas como filas grandes nas lotéricas, se esqueço de pagar um boleto tenho que ligar para a instituição para me mandarem novamente”, contou a empresária Simone Faria, 44 anos.

Já em Taubaté, segundo último balanço, as 86 agências continuam fechadas. Na região de Guaratinguetá, responsável por 16 cidades como Bananal e Roseira, 54 dos 61 estabelecimentos bancários continuam fechados.

A última proposta apresentada pela Fenaban foi, segundo os bancários, no dia 28 de setembro, quando foi proposto reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017. Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real. O Meon entrou em contato com a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e aguarda retorno.

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