Greve em Taubaté continua após audiência sem acordo na Justiça

Audiência de conciliação em São Paulo termina sem consenso entre Prefeitura de Taubaté e sindicato

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto3 min de leitura
Divulgação/Sindicato dos Servidores Taubaté

A greve dos servidores públicos municipais de Taubaté continuará por tempo indeterminado. A audiência de conciliação realizada na tarde desta segunda-feira (15), perante o Tribunal de Justiça em São Paulo, terminou sem consenso entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (STPMT). Com o impasse, os serviços essenciais da cidade seguem operando sob o regime mínimo determinado por liminar jurídica.

Durante o encontro, o Poder Executivo voltou a expor a delicada situação econômica e fiscal do município. A administração municipal sustenta que o orçamento atual está severamente pressionado pelo crescimento de despesas obrigatórias e por dívidas herdadas, o que impediria a concessão imediata do índice reivindicado pelos trabalhadores sem comprometer a saúde financeira da máquina pública.

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No tribunal, a Prefeitura reiterou a última proposta que já havia sido rejeitada pela categoria em assembleia, que prevê um reajuste salarial de 2,5% na referência salarial com aplicação apenas a partir de 2027, além da ampliação do vale-alimentação para R$ 844,56 com início em setembro de 2026.

No entanto, os servidores consideram a oferta insuficiente diante das perdas inflacionárias acumuladas. A principal bandeira do movimento é a reposição imediata de 9,43% correspondente à defasagem dos últimos dois anos. A pauta de reivindicações também exige a implementação de auxílio-transporte, a reestruturação dos planos de carreira, o pagamento de licença-prêmio, o projeto “Descongela” e a revisão da alíquota de contribuição previdenciária descontada dos aposentados, que, por lei, não recebem o vale-alimentação

A manutenção da greve gera reflexos diretos no dia a dia dos moradores de Taubaté. Setores como creches, escolas da rede municipal de ensino, unidades de saúde e repartições administrativas funcionam de maneira parcial, alterando rotinas de atendimento e forçando o remanejamento de equipes de triagem.

Vale lembrar que o movimento paredista ocorre sob os parâmetros de uma liminar judicial em vigor. O mecanismo determina que 70% do funcionalismo público deve permanecer em atividade nas áreas essenciais para garantir o atendimento básico à comunidade, sob pena de aplicação de multa diária ao sindicato em caso de descumprimento.

Embora a audiência tenha terminado sem assinatura de acordo, a Prefeitura informou em nota oficial que os canais de negociação continuam abertos para a construção de uma solução responsável. O sindicato deve convocar uma nova assembleia geral nos próximos dias para apresentar os desdobramentos do tribunal e votar os rumos da paralisação.

Foto: Divulgação/Sindicato dos Servidores Taubaté

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