Por reajuste salarial, funcionários da Chery entram em greve em Jacareí

Trabalhadores reivindicam, entre outros pontos, reajuste salarial de 9,2%

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Trabalhadores entraram em greve na manhã desta quinta-feria (28)

Divulgação/Sindmetal

Em campanha salarial, operários da fábrica da montadora chinesa Chery em Jacareí, entraram nesta quinta-feira (28) em greve por tempo indeterminado para pressionar a empresa a melhorar sua proposta de aumento dos salários.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 9,2%, mas a direção da montadora oferece repor a inflação medida pelo  INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses: 1,73%.

Na sexta-feira (22), os funcionários já haviam realizado uma paralisação de advertência à empresa e, nesta quinta, os aproximadamente 400 empregados da montadora aderiram à greve, conforme informa o Sindicato dos Metalúrgicos da região.

A fábrica, que vinha produzindo a um ritmo de 30 carros por dia – entre os modelos compactos QQ e Celer -, está com a linha de montagem completamente parada.

O sindicato promete manter a paralisação enquanto a Chery não reabrir as negociações. “Em todas as rodadas de negociação, a montadora se manteve intransigente. Agora, se não houver avanço, a greve continuará por tempo indeterminado”, afirma, em nota, o diretor do sindicato Guirá Borba de Godoy Guimarães.

Outro lado

No comunicado em que confirma a paralisação desde a manhã desta quinta-feira, a Chery informa que não chegou a consenso com o sindicato após três reuniões entre as partes. Diz, porém, que espera chegar “em breve” a um acordo para retomar as atividades da produção.

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