Greves e paralisações ocuparam ao mínimo 203 dias do ano na RMVale
Maior paralisação foi do INSS de 81 dias; de 7 de julho a 30 de setembro


Em setembro houve confusão durante uma greve na Eaton, em São José
Tanda Melo/SindMetal/SJC
A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) teve ao mínimo 203 dias deste ano marcados por greves e paralisações. O levantamento foi feito pela reportagem e corresponde a informações dos Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Taubaté -responsáveis pela maioria das empresas da indústria na região- e às paralisações que aconteceram no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e bancos.
Até este domingo (8), em 65% dos 310 dias de 2015 houve alguma paralisação na região. Para o cálculo, a reportagem considerou o dia em que pelo menos uma greve aconteceu, independente se várias greves aconteceram no mesmo dia.
Ou seja, durante todo o mês de agosto (31 dias), por exemplo, os servidores do INSS ficaram em greve, no entanto, tiveram paralisações em três empresas no período. A reportagem considerou 31 dias em que alguma paralisação aconteceu.
Se considerar os dias parados por cada paralisação, o número é ainda maior: foram 278 dias. Entre as principais greves, está a dos servidores do INSS que durou 81 dias, de sete de julho até 30 de setembro. As agências voltaram a reabrir no dia 1° e outubro, após os trabalhadores aceitarem uma proposta de aumento salarial de 10,8%.
A primeira paralisação no ano durou oito dias e aconteceu na Autoliv, empresa do setor automotivo de Taubaté. A greve foi iniciada no dia 19 de janeiro e terminou no dia 27.
Uma greve que também repercutiu na região foi a da Chery, que durou 30 dias. Foi a primeira paralisação na unidade da montadora chinesa em Jacareí. A Chery inaugurou a fábrica em agosto de 2014 e iniciou a produção em fevereiro deste ano.
Greve na GM
No dia 10 de agosto, os trabalhadores da GM (General Motors) de São José, iniciaram uma greve contra a possível demissão de 798 funcionários da empresa. Dias antes, empregados da montadora receberam telegramas da empresa informando o desligamento. A paralisação foi encerrada em 14 dias após o cancelamento das demissões.
Confusão na Eaton
No dia 29 de setembro, uma greve de 24 horas na Eaton, em São José dos Campos, foi marcada por uma confusão entre a PM (Polícia Militar) e integrantes do Sindicato dos Metalúrgicos. O presidente da categoria, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, chegou a ser algemado pelos policiais. Veja o vídeo.
Bancários
A greve dos bancários durou 21 dias em 2015, de 6 a 26 de outubro. Apesar de terem iniciado a paralisação com um pedido de 16% de reajuste salarial, a categoria na região aceitou a proposta de 10% da Fenanban (Federação Nacional dos Bancos).
Petroleiros
No dia 29 de outubro, os trabalhadores da Petrobras de São José dos Campos e Litoral Norte, aderiram à greve nacional dos petroleiros. Nesta segunda-feira (9), haverá uma reunião entre representantes da categoria e a estatal. Os funcionários reivindicam reajuste de 10% e manutenção dos direitos trabalhistas. A reportagem considerou a greve até este domingo.
Fechamento de empresas
Duas empresas que sofreram com paralisações em 2015, encerram suas atividades na RMVale neste ano. No dia 14 de julho, a Amplimatic de São José dos Campos anunciou o encerramento de suas atividades na cidade. Os trabalhadores da empresa fizeram três greves no ano.
Mesmo com quatro greves feitas em 2015, os funcionários da Shrader, localizada em Jacareí, não conseguiram impedir o fechamento da empresa no dia 31 de outubro.
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