Grupo faz manifestação por melhorias na travessia da balsa
Moradores vão se encontrar com representante da Dersa


Carros formam fila para o embarque na balsa no Litoral Norte
Divulgação/CMSS
Moradores, empresários e estudantes de Ilhabela farão nesta sexta-feira (7) uma manifestação pacífica por melhorias nos serviços da travessia de balsas entre a cidade e São Sebastião. O protesto, que está sendo organizado em uma rede social e conta com abaixo-assinado, já tem a adesão de mais de 2.000 pessoas. O encontro do grupo está marcado para as 16h no bolsão de embarque no lado de Ilhabela.
Os organizadores, que recolheram assinaturas também por meio de um abaixo-assinado físico em 10 pontos espalhados nas duas cidades, serão recebidos pelo chefe de operações de travessias da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), Valter Barbara.
“A nossa intenção é fazer uma manifestação pacífica e apartidária. São moradores, estudantes, empresários e turistas que se sentem prejudicados e desrespeitados pela empresa”, disse um dos organizadores, Juliano Quaresma. “O chefe de operações me ligou e disse que vai nos receber. É a primeira vez que tivemos um retorno da Dersa. Vamos entregar os documentos pedindo melhorias”, completou.
Atualmente, a frota da travessia é composta por cinco balsas para atender a um volume diário médio de 4.000 veículos e 5.000 passageiros, segundo a Dersa. Na carta de reivindicações que será entregue, o grupo afirma que é ‘notório que a qualidade na prestação dos serviços de travessia está comprometendo a vida dos que residem no município de Ilhabela, bem como dos que a visitam. São muitos transtornos sofridos pela população, prejudicando moradores, estudantes, trabalhadores, visitantes e o comércio’, aponta o documento.
Segundo Quaresma, atravessar o canal se tornou uma saga, inibindo turistas e investidores. “Ilhabela tem como principal economia este segmento e sua retração influencia direta e indiretamente a sobrevivência de toda população. A dignidade das pessoas que ficam presas durante as longas esperas está sendo desrespeitada.”
A carta pede ainda além da abertura de diálogo, cumprimentos dos horários, melhorias das instalações dos bolsões, novos sanitários, respeito às prioridades de embarque de acordo com a ordem de chegada, mais organização das filas, redução do número de carros que usam o serviço de hora marcada e instalações de bicicletários eficientes, entre outras reivindicações.
Quaresma afirmou que os participantes não pretendem paralisar a travessia das balsas e defende o diálogo. “É preciso o retorno imediato da embarcação FB-25, substituição por embarcações mais modernas, assento adequado para os pedestres que utilizam a travessia, bolsão de estacionamento em São Sebastião e o desenvolvimento de um aplicativo digital, com senhas, para que as pessoas não necessitem aguardar nas filas”, contou. “Era para o sistema ter sete balsas em operação, mas a realidade é outra”, completou.
Prejuízos
A falta de cumprimento de horários tem tirado o sono de estudantes como Bruno Sigel, de 20 anos. Ele estuda em Caraguatatuba e precisa da travessia todos os dias. “A balsa não respeita os horários e nós, estudantes, sofremos com o atraso e a demora na travessia. Muitos estudantes de São Sebastião e Caraguatatuba chegam atrasados em suas aulas e muitos deles acabam se prejudicando por conta disso. Nós também”, disse.
O internauta pode assinar o documento virtual clicando AQUI.
Outro Lado
Em nota oficial ao Meon, a Dersa informou que ampliará a capacidade da travessia já a partir de novembro, quando a FB-29 retornará à operação. Em janeiro, será a vez da FB-25 voltar a operar. Ambas passam por ampla reforma e modernização, previstas a cada quatro anos. Somadas, as duas balsas têm capacidade de transportar 188 veículos.
“A Dersa respeita a livre manifestação de opiniões, desde que realizada de forma pacífica e organizada. Assim que tomou conhecimento da organização da manifestação, procurou o diálogo com os organizadores, bem como evitar interrupções no serviço e prejuízos aos usuários”, informou.
Segundo o documento, a companhia se prontificou a responder formalmente todas as questões enumeradas diretamente ao interessado. Em contrapartida, foi informada do caráter pacífico da manifestação e da intenção de não interrupção do serviço por parte dos organizadores.
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