Guarda Municipal ameaça entrar em greve em São José dos Campos

Reunião nesta sexta (22) vai decidir a data de início da greve

Escrito por: Marcus Alvarenga3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
guarda_civil_municipal_ronny_santos_pmsjc

Guarda Civil reivindica o retorno das horas extras e a reformulação da escala

Ronny Santos/PMSJC

A guarda civil municipal realiza uma assembleia nessa sexta-feira (22), a partir das 19h, na sede da SindServ (Sindicato dos Servidores Municipais), para decidir junto aos trabalhadores o início de greve total. Os guardas já permanecem em estado de greve desde novembro de 2015.

A guarda civil reivindica o retorno dos benefícios retirados dos trabalhadores, entre eles o retorno das horas extras e a reformulação das escalas de trabalho.

“Os nossos benefícios foram retirados em outubro do ano passado sem nenhuma comunicação com os guardas. Além disso, estão desrespeitando a lei 359 da guarda municipal, que obriga aos inspetores a terem curso superior e a realização do curso específico do cargo. Pedimos a retirada dos atuais inspetores e a realização do curso para os interessados”, diz o guarda civil e diretor do sindicato, Edvaldo Gomes da Silva.

O SindServ também convocou todos os servidores a participarem da assembleia para conversarem sobre o não pagamento do “gatilho salarial” pela Prefeitura de São José. “O prefeito alega que pela câmara estar em recesso, não será novamente realizado o pagamento da taxa de “gatilho”, valor destinado aos servidores quando a inflação atinge 5%”, explica o assessor político, Og Vanelli Junior.

O sindicato, em nome dos servidores, também reivindica o direito do retorno dos pagamentos do abono pessoal. “Desde 1998 é realizado o pagamento da “vantagem pessoal” aos servidores. É um direito do trabalhador receber o reajuste de salário”, comenta Vanelli.

Outro lado
A Prefeitura de São José dos Campos por nota informou que não houve corte de benefícios da Guarda Civil Municipal, apenas um novo limite para execução de horas-extras, procedimento que foi adotado também em outros setores.

“A medida vai de encontro a reivindicações feitas pelo próprio Sindicato dos Servidores, que é contrário a realização de jornadas extraordinárias no funcionalismo público. O estabelecimento de novo limite para execução de horas-extras não prejudicou os serviços prestados à comunidade”, detalha nota.

Sobre o ‘gatilho salarial’ a prefeitura diz que o envio do processo para a câmara pode ocorrer após o recesso, que o pagamento sera realizado de forma retroativa aos funcionários. “Em 2015, a Prefeitura já reajustou duas vezes o salário dos servidores por meio do gatilho, dispositivo que é acionado sempre que a inflação acumulada chega a 5%”, explica.

A Secretaria da Defesa do Cidadão confirmou o investimento na Guarda Civil Municipal, incorporando 38 novos guardas, em 2015, totalizando o número de 328 guardas. “Desde 2013, Guarda também tem recebido novos equipamentos, veículos e treinamentos”, finalizou a prefeitura.

Publicado em: